Fibrilação Atrial/Arritmia Cardíaca
O que é fibrilação atrial?
A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca em que ocorre movimentação irregular dos átrios (câmaras superiores do coração), cujo músculo começa a agir sem coordenação e deixa de executar a contração muscular, que é responsável por levar sangue aos ventrículos (câmaras inferiores do coração), prejudicando seu funcionamento.
É uma doença que pode ou não ter sintomas, mas os mais comuns são: palpitação (aceleração do coração), fadiga, cansaço aos esforços, falta de ar, desmaios, tontura e dor no peito.
Em casos mais graves, a fibrilação atrial pode provocar a formação de coágulos no coração, que podem se desprender e provocar o entupimento de artérias (embolização) em diversas partes do corpo, principalmente no cérebro. Esse entupimento pode causar um acidente vascular cerebral (AVC ou derrame cerebral), ou trombose em outros locais (rim, intestino, braços, pernas e outros). A chance de um portador de fibrilação atrial ter um AVC é 5 a 7 vezes maior do que a população normal.
Como é diagnosticada a fibrilação atrial/arritmia cardíaca?
O diagnóstico é feito pelo exame físico (ausculta do coração - avaliação dos batimentos cardíacos com um aparelho denominado estetoscópio) e precisa ser confirmado por meio de outros exames, principalmente o eletrocardiograma; outros exames podem ser úteis, como o ecocardiograma, o Holter de 24h, o monitor de eventos cardíacos e o teste ergométrico, entre outros. O médico escolherá os exames mais adequados para cada paciente.
Quais são as principais causas da fibrilação atrial/arritmia cardíaca?
É uma doença que pode ocorrer em pessoas sem nenhuma doença e isso, em geral, está relacionado à ingestão abusiva de álcool, drogas ou a alterações nas concentrações de alguns componentes do sangue (eletrólitos). Mas, ela está muito mais frequentemente associada a doenças como hipertensão, doença coronária, insuficiência cardíaca, doença valvular cardíaca, doenças cardíacas congênitas, doença pulmonar crônica (enfisema), hipertireoidismo, infecções ou após cirurgia cardíaca.
Quais são as pessoas com mais risco de desenvolver a fibrilação atrial/arritmia cardíaca?
Os pacientes de maior risco são os portadores de doenças da válvula mitral, que entram em fibrilação atrial, e os idosos após 65 anos. Pacientes com essa doença muitas vezes têm de tomar anticoagulantes de maneira permanente para prevenir a embolia cerebral ou para outros órgãos.
Como é o tratamento da fibrilação atrial/arritmia cardíaca?
O tratamento consiste em tratar a causa básica da doença, quando houver, mas isso não é possível na maior parte dos casos; controlar a frequência cardíaca (deixar os batimentos cardíacos mais lentos); restaurar o ritmo normal (sinusal) e prevenir a formação de coágulos.
As opções para atingir esses objetivos são várias: medicações que combatem a arritmia, cardioversão elétrica (choque elétrico controlado pelo médico), ablação por cateter (aplicação de energia de radiofrequência por meio de catéter, que cauteriza o tecido cardíaco doente), são as mais comuns.
Para mais informações, consulte seu médico.