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Hipertensão Arterial

O que é pressão arterial?
A pressão arterial é a força com a qual o sangue é bombeado pelos vasos e é determinada pelo volume que sai do coração e pela resistência que ele encontra para circular no corpo. Essa pressão pode ser modificada pela variação do volume sanguíneo ou espessura do sangue, pela frequência cardíaca (batimentos por minuto), pela elasticidade dos vasos e por estímulos hormonais e nervosos, que são afetados por influência pessoal (como emoções e estresse) e ambiental.  A título de curiosidade: o coração bate de 60 a 80 vezes por minuto durante toda a vida e faz circular por todo o organismo de 5 a 6 litros de sangue por minuto.

Quando se caracteriza pressão alta / hipertensão arterial?
A pressão arterial é considerada normal quando a máxima não ultrapassa 130mmHg e a mínima é inferior a 85mmHg, popularmente 13x8,5. Elevações ocorrem normalmente durante a prática de exercícios físicos, por nervosismos e preocupações, fumo, ingestão de álcool em maior quantidade e café ou uso de drogas ilícitas. Só é bem caracterizada a hipertensão quando medida em repouso, por três vezes consecutivas e em mais de uma visita médica. Na hipertensão, mais comum em adultos e mais perigosa em idosos, a pressão fica igual ou acima de 140x90mmHg (14x9).  

Quais são as consequências da pressão alta para o organismo?
Quando a pressão alta / hipertensão arterial se torna uma doença crônica, se não for tratada e controlada de forma adequada, pode levar a complicações no sistema nervoso, como derrames e hemorragias, entre outros.  No coração, pode levar a insuficiência cardíaca, aumento do órgão, ou até mesmo morte súbita e ao infarto do miocárdio (ataque cardíaco). No sistema vascular, pode gerar entupimentos e obstruções das artérias do pescoço (carótidas), bem como aneurisma (dilatação) na artéria aorta e doença vascular periférica nas pernas.
    
O que fazer para evitar a pressão alta?
Algumas medidas são comprovadamente eficazes para prevenir e evitar a hipertensão arterial: redução do peso corporal, com dieta com baixas calorias e balanceada e redução da ingestão de gorduras, açúcares e sal; maior ingestão de alimentos ricos em potássio (feijões, ervilha, banana, melão e cenoura, entre outros); diminuição do consumo de bebidas alcoólicas; e exercícios físicos aeróbicos regulares. Outras recomendações são parar de fumar e adotar medidas antiestresse (meditação, exercício físico, massagem relaxante, entre outros).
 
Por que a hipertensão é mais comum e grave nos idosos?
A principal característica da hipertensão do idoso é a elevação da pressão máxima (sistólica) de forma isolada ou, em maior proporção, associada a pouco ou nenhum aumento da pressão mínima (diastólica). Existe uma tendência natural no hipertenso de ocorrer alterações em artérias de pequeno calibre, que se fecham parcialmente quando a pressão sobe, dificultando a passagem do sangue.  Com o passar do tempo, essas alterações contribuem para a sobrecarga de artérias de grande calibre, como a aorta. Mais adiante, ao invés de a aorta auxiliar o coração, diminuindo a sobrecarga do trabalho cardíaco e facilitando o fluxo sanguíneo por sua propriedade elástica, ela passa a ser um obstáculo ao trabalho do coração e ao fluxo sanguíneo normal. Por fim, ocorre o aumento da pressão arterial máxima, com consequente ampliação do risco de doenças cardiovasculares. Além disso, estudo recente, realizado na Suécia, comprovou que idosos hipertensos são mais suscetíveis ao comprometimento da função cognitiva (memória) e que, se a hipertensão não for tratada, têm mais probabilidade de desenvolver demência.

Como é o tratamento da hipertensão?
Depois de constatado o quadro de hipertensão, os médicos recomendam mudanças no estilo de vida, sugerindo hábitos mais saudáveis. É iniciado também o tratamento com medicamentos e o acompanhamento mensal da evolução da doença para fazer modificações e ajustes necessários. O paciente não deve, em hipótese alguma, interromper o tratamento por conta própria. A hipertensão arterial é uma condição traiçoeira que não causa sintomas e pode levar ao infarto, ao derrame ou à morte subitamente, sem aviso prévio.
 
Para mais informações, consulte seu médico.

Controle seu Colesterol

O acúmulo de placas de gordura na parede das artérias é responsável por uma série de doenças ligadas ao coração que podem afetar também o cérebro e os membros inferiores. Controle seu colesterol e continue caminhando para permanecer de bem com a vida.


O que é colesterol?

Substância gordurosa presente no sangue circulante, o colesterol é útil para a formação das membranas que revestem as células e de alguns tipos de hormônio. À medida que envelhecemos, o colesterol vai se infiltrando na parede dos vasos que levam sangue ao coração e ao cérebro, formando placas de gordura que obstruem os vasos e dificultam a chegada do sangue rico em oxigênio a esses órgãos. A consequência disso é o aumento do risco de infarto do coração, de morte e de derrame cerebral (AVC).


Quais os tipos de colesterol que existem?

Normalmente nos preocupamos quando o nosso colesterol está elevado. Na verdade, existe um colesterol considerado ruim, o LDL-colesterol, e outro considerado bom, o HDL-colesterol. Além disso, é importante avaliarmos também outra partícula gordurosa, denominada triglicérides, que muitas vezes está presente no sangue em quantidades elevadas e tem grande importância para a definição do risco de doenças cardiovasculares. Os triglicérides são considerados perigosos porque podem contribuir para a diminuição dos níveis do bom colesterol (HDL-colesterol) no sangue.


Tratamento:

O tratamento voltado para controlar o colesterol é fundamental para diminuir o risco de doenças ligadas ao coração e aos vasos sanguíneos, tanto em pessoas que já apresentam problemas cardíacos quanto nas que estão sob risco de desenvolvê-las.


Para mais informações, consulte seu médico.

Fibrilação Atrial/Arritmia Cardíaca

O que é fibrilação atrial?

A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca em que ocorre movimentação irregular dos átrios (câmaras superiores do coração), cujo músculo começa a agir sem coordenação e deixa de executar a contração muscular, que é responsável por levar sangue aos ventrículos (câmaras inferiores do coração), prejudicando seu funcionamento.
É uma doença que pode ou não ter sintomas, mas os mais comuns são: palpitação (aceleração do coração), fadiga, cansaço aos esforços, falta de ar, desmaios, tontura e dor no peito.
Em casos mais graves, a fibrilação atrial pode provocar a formação de coágulos no coração, que podem se desprender e provocar o entupimento de artérias (embolização) em diversas partes do corpo, principalmente no cérebro. Esse entupimento pode causar um acidente vascular cerebral (AVC ou derrame cerebral), ou trombose em outros locais (rim, intestino, braços, pernas e outros). A chance de um portador de fibrilação atrial ter um AVC é 5 a 7 vezes maior do que a população normal.

Como é diagnosticada a fibrilação atrial/arritmia cardíaca?
O diagnóstico é feito pelo exame físico (ausculta do coração - avaliação dos batimentos cardíacos com um aparelho denominado estetoscópio) e precisa ser confirmado por meio de outros exames, principalmente o eletrocardiograma; outros exames podem ser úteis, como o ecocardiograma, o Holter de 24h, o monitor de eventos cardíacos e o teste ergométrico, entre outros. O médico escolherá os exames mais adequados para cada paciente.

Quais são as principais causas da fibrilação atrial/arritmia cardíaca?
É uma doença que pode ocorrer em pessoas sem nenhuma doença e isso, em geral, está relacionado à ingestão abusiva de álcool, drogas ou a alterações nas concentrações de alguns componentes do sangue (eletrólitos). Mas, ela está muito mais frequentemente associada a doenças como hipertensão, doença coronária, insuficiência cardíaca, doença valvular cardíaca, doenças cardíacas congênitas, doença pulmonar crônica (enfisema), hipertireoidismo, infecções ou após cirurgia cardíaca. 

Quais são as pessoas com mais risco de desenvolver a fibrilação atrial/arritmia cardíaca?
Os pacientes de maior risco são os portadores de doenças da válvula mitral, que entram em fibrilação atrial, e os idosos após 65 anos. Pacientes com essa doença muitas vezes têm de tomar anticoagulantes de maneira permanente para prevenir a embolia cerebral ou para outros órgãos.

Como é o tratamento da fibrilação atrial/arritmia cardíaca?
O tratamento consiste em tratar a causa básica da doença, quando houver, mas isso não é possível na maior parte dos casos; controlar a frequência cardíaca (deixar os batimentos cardíacos mais lentos); restaurar o ritmo normal (sinusal) e prevenir a formação de coágulos.
As opções para atingir esses objetivos são várias: medicações que combatem a arritmia, cardioversão elétrica (choque elétrico controlado pelo médico), ablação por cateter (aplicação de energia de radiofrequência por meio de catéter, que cauteriza o tecido cardíaco doente), são as mais comuns.

Para mais informações, consulte seu médico.

Claudicação Intermitente

O que é claudicação intermitente?
É uma sensação dolorosa, de câimbra ou cansaço percebido nos músculos, principalmente da panturrilha ("batata da perna"), mas em alguns casos nos pés, coxas, quadril ou nádegas, de um ou ambos os membros inferiores. Os músculos doem durante a caminhada, sendo que a dor aumenta rapidamente, tornando-se mais intensa durante uma marcha rápida ou subida mais íngreme. Sua principal causa é o estreitamento das artérias que irrigam as pernas por placas de gordura, prejudicando a circulação sanguínea. A dor costuma aliviar com o repouso, por isso é chamada de intermitente: o paciente caminha, sente a dor, para de caminhar e a dor desaparece.

Quais são as consequências da claudicação intermitente?
Com o agravamento da doença, a capacidade de caminhar  sem sentir dor  diminui e o indivíduo pode sentir dor mesmo em repouso, o que pode até impedir que durma ou obrigá-lo a dormir sentado com as pernas dependuradas. Com a redução acentuada da circulação sanguínea, o pé torna-se frio e insensível, a pele se torna seca e descamativa, as unhas atrofiam e os pelos caem. Com a piora da obstrução pode ocorrer a formação de úlceras nos pés ou no calcanhar e, ocasionalmente, nas pernas, sobretudo após uma lesão ou ferimento. As pernas podem atrofiar. Uma obstrução grave pode causar a morte do tecido (gangrena), necessitando inclusive de amputação. No caso de uma obstrução súbita e completa de uma artéria do membro, o indivíduo apresenta dor intensa, diminuição da temperatura e insensibilidade associadas à palidez e a uma aparência arroxeada (cianose).

Quais são as causas da claudicação intermitente?
Em geral, a doença arterial periférica está relacionada com a presença de fatores de risco para aterosclerose (doença inflamatória crônica na qual ocorre a formação de ateromas - placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos), como a hipertensão arterial, diabete melito, tabagismo, colesterol elevado, história familiar e idade avançada. 

Como é detectada a claudicação intermitente/obstrução da artéria?
A suspeita de obstrução é estabelecida com base nos sintomas descritos pelo paciente e pela observação da diminuição ou ausência de pulsos, em um determinado nível do membro inferior (pernas). A base para o diagnóstico correto da claudicação intermitente  é o exame clínico (história clínica e exame físico). Um ITB (índice tornozelo/ braquial - exame que consiste em avaliar a pressão arterial nos braços e compará-la à pressão arterial das pernas) menor que 0,9 indica a presença de doença arterial obstrutiva periférica. Outro exame importante é o ecodoppler, ultrassom vascular  que permite identificar e quantificar a gravidade do estreitamento das artérias pelas placas de aterosclerose. Em alguns casos, principalmente aqueles em que se pretende realizar uma angioplastia ou uma cirurgia de revascularização das pernas, a  arteriografia ou a angiografia (cateterismo) poderá ser solicitada.

Quais são as principais formas de tratamento da claudicação intermitente?
Há vários tipos de tratamento e a escolha vai depender da gravidade da doença e se a pessoa tem ou não outras alterações associadas. De qualquer forma, é fundamental que o indivíduo (caso seja fumante) pare de fumar. Os casos mais leves são tratados com medicamentos chamados vasodilatadores, que dilatam os vasos, permitindo aumento do fluxo de sangue e oxigênio aos músculos da perna. Uma caminhada feita com regularidade, sob orientação de um angiologista ou cirurgião vascular, também pode ser recomendada. Num estágio mais avançado - no qual a pessoa sente dores mesmo em repouso -, o tratamento pode ser endovascular (angioplastia e colocação de stent) ou cirúrgico.

Como é possível se prevenir contra essa doença?
As principais recomendações são não fumar, praticar exercícios físicos regularmente (em especial caminhadas pelo menos três vezes por semana); controlar o colesterol alto, o diabetes e a pressão alta (com dieta pobre em sal, açúcar e gordura e rica em fibras), e adesão aos medicamentos prescritos pelo médico.

Para mais informações, consulte seu médico.

Insuficiência Cardíaca

O que é insuficiência cardíaca?
Insuficiência cardíaca é uma doença potencialmente grave, mais comum em idosos, que ocorre quando o coração não consegue bombear sangue adequadamente de modo a atender às necessidades de oxigênio e nutrientes do organismo. Isso não significa que o coração tenha falido: ele só está com seu funcionamento prejudicado. Em geral, a insuficiência cardíaca é provocada por enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. Seu avanço é gradual e, uma vez diagnosticada a doença, o tratamento permite que os pacientes possam viver bem por muitos anos.


Quais as causas da insuficiência cardíaca?

Existem várias doenças que podem causar insuficiência cardíaca. A isquemia cardíaca (doença coronária), com ou sem infarto do miocárdio (ataque cardíaco), pode provocar a morte ou o enfraquecimento de parte do músculo cardíaco, o que torna o coração mais "cansado". Outra causa é a hipertensão arterial, pois a pressão alta obriga o coração a fazer mais força que o normal para vencer a resistência sanguínea. Esse esforço excessivo provoca aumento da espessura do músculo dos ventrículos (câmeras do coração), processo conhecido como hipertrofia cardíaca, que causa dilatação do coração e, numa fase mais avançada, a insuficiência cardíaca.
Tudo isso faz com que o coração comece a ter dificuldades em bombear o sangue para o corpo ou de receber o sangue que vem do corpo. Existem ainda outras doenças que também podem contribuir para a insuficiência cardíaca: tabagismo, diabetes, obesidade, alcoolismo, anemia crônica, doenças autoimunes, pulmonares, entre outras.
 
Quais são os sintomas da insuficiência cardíaca?

Os sintomas dependem do lado do coração mais afetado e da gravidade do quadro. A disfunção do coração é, na maioria das vezes, progressiva e lenta. Se a insuficiência é do ventrículo esquerdo, a pessoa sente falta de ar, fraqueza e cansaço ao fazer esforço; falta de ar ao deitar ocorre na forma mais avançada da doença, devido ao acúmulo de líquido nos pulmões, ou seja, à congestão pulmonar.
Em casos graves, desenvolve-se o edema agudo do pulmão, que é uma situação de emergência em que o paciente deve ser levado imediatamente ao pronto-socorro - a pessoa sente muita falta de ar, é como se "afogasse fora da água", podendo morrer se não receber tratamento rápido.
Outro problema é que, quando o lado esquerdo do coração não está funcionando bem, os rins interpretam isso como queda no volume de sangue do corpo e começam a reter água e sal para tentar preencher as artérias. O resultado é um excesso de água no organismo, que se traduz no aparecimento de edema (inchaço), principalmente nas pernas. A baixa circulação de sangue para os órgãos pode levar à insuficiência renal. Se ocorrer também insuficiência do lado direito do coração, o acúmulo de líquido pode se dar na barriga (ascite).
A imagem típica da insuficiência cardíaca grave é a do doente com inchaço nas pernas, cansaço mesmo em repouso, tosse e expectoração esbranquiçada (congestão pulmonar) e intolerância ao decúbito (sente falta de ar quando se deita). 

Quais são os principais tratamentos para a insuficiência cardíaca?
Existem diversas opções de tratamento, mas, em geral, é preciso tomar as medicações corretamente - diuréticos, anti-hipertensivos e remédios que aumentam a força cardíaca.
É preciso manter uma rotina de consultas periódicas ao médico, que, ao acompanhar o histórico do paciente, pode detectar a existência do problema e se a insuficiência cardíaca está sob controle ou progredindo.
Existem medicamentos como os inibidores da ECA e os betabloqueadores, que protegem o músculo cardíaco e reduzem o risco de morte por insuficiência cardíaca. Mas eles só podem ser indicados pelo médico, que saberá escolher o tratamento mais adequado para cada tipo de paciente.

Como é possível prevenir a insuficiência cardíaca?
Medidas simples ajudam a evitar o surgimento do problema: emagrecimento, redução do consumo de sal e de bebidas alcoólicas, parar de fumar, adotar uma dieta saudável e praticar regularmente exercícios. Desta forma, é possível manter sob controle as taxas de açúcar e colesterol no sangue, bem como a pressão dentro da normalidade. Isso vai ajudar a proteger o coração da insuficiência cardíaca.

Para mais informações, consulte seu médico.

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