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Contracepção Oral Combinada Contínua

O que é Contracepção Oral Combinada Contínua?

Trata-se de um método para evitar a gravidez que consiste em se tomar a pílula anticoncepcional ininterruptamente, emendando uma cartela na outra, sem pular nenhum dia. Tal procedimento induz à amenorreia, ou seja, à falta de menstruação. Algumas mulheres utilizam esse método para controlar quando desejam ficar menstruadas. Recorre-se a ele também quando se quer diminuir a frequência e a intensidade das cólicas menstruais. É eficaz também no tratamento de TPM, ovários policísticos, endometriose, sangramento uterino disfuncional e anemia. Esse método pode ser usado por mulheres em qualquer idade, desde que não haja fatores que contraindiquem seu uso. Ao interromper o procedimento, a fertilidade retorna em curto espaço de tempo.


Para mais informações, consulte seu médico.

Dismenorreia

O que é Dismenorreia?

A dismenorreia, conhecida popularmente como "cólica menstrual", chega a atingir 50% das mulheres em qualquer faixa etária durante o período reprodutivo. Caracteriza-se por dores abdominais que costumam começar algumas horas antes ou vir junto com a menstruação, podendo durar horas ou dias.


Principais causas das cólicas menstruais:

As cólicas podem ser de dois tipos: primária (comum em mulheres jovens, aparecendo logo após as primeiras menstruações, causada pelos altos níveis do hormônio prostaglandina no sangue menstrual) e secundária (que ocorre muitos anos após a menarca, provocada por alguma disfunção do organismo feminino, como endometriose, miomas, uso de DIU etc.).


Tratamento:

O tratamento adequado varia de acordo com as causas, mas, de uma maneira geral, anti-inflamatórios e a pílula anticoncepcional apresentam bons resultados.


Para mais informações, consulte seu médico.

Endometriose

O que é Endometriose?

Distúrbio que afeta muitas mulheres em idade produtiva, a endometriose é dependente do hormônio feminino estrogênio. Ocorre quando o tecido que reveste internamente o útero (o endométrio) cresce e invade outras partes do corpo da mulher. Geralmente o tecido deslocado (denominado de implante) é encontrado em locais como o septo reto-vaginal (o tecido entre a vagina e o reto), as trompas, os ovários, o intestino, o ligamento do útero, a bexiga e a parede da pélvis.


O que causa a endometriose?

Existem várias causas da endometriose, mas nenhuma delas ainda comprovada cientificamente. Uma das hipóteses é a herança genética. A outra é que o sangue menstrual retorne pelas trompas e caia no abdome, espalhando as células do endométrio para regiões fora do útero. Há estudos, ainda, que supõem que as células endometriais se disseminam pelos vasos sanguíneos.


Sintomas:

Dores, às vezes muito intensas, na época da menstruação e durante a relação sexual. Algumas mulheres apresentam, ainda, dificuldade para engravidar.


Tratamento:

Ainda não existe cura efetiva para a endometriose, apenas tratamentos que amenizam a dor e os sintomas. Esses tratamentos podem ser à base de hormônios e até cirurgias para remover os implantes de endometriose, ou uma combinação de ambos. Nas formas brandas, em mulheres que não pretendem engravidar, pode-se utilizar anticoncepcionais orais de forma cíclica ou contínua.


Para mais informações, consulte seu médico.

Osteoporose

O que é osteoporose?

Osteoporose é um distúrbio ósseo metabólico frequente, sendo a fratura a sua manifestação clínica. Caracteriza-se pela diminuição absoluta da massa óssea e pela desestruturação da sua microarquitetura, levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos.


Quem pode apresentar?

Principalmente mulheres a partir dos 40 anos, quando o corpo começa a sofrer um declínio na massa óssea que continuará pelo resto da vida. Entre as mulheres, esse processo é acelerado com a chegada da menopausa, devido à diminuição do nível de estrogênio.


Causas da osteoporose

Falta de atividade física, alimentação pobre em cálcio, vitaminas e proteínas, fumo e alcoolismo contribuem para o surgimento da osteoporose.


Principais sintomas

A osteoporose progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames sanguíneos e de massa óssea, é percebida apenas quando surgem as primeiras fraturas, acompanhadas de dores agudas. Por isso, é muito importante que o diagnóstico seja feito ainda nos estágios iniciais.


Tratamento:

A osteoporose não pode ser curada, ou seja, após os ossos se tornarem porosos, eles não se regeneram. Por isso, é importante que esse processo seja detectado e interrompido o mais rápido possível. A terapêutica de reposição hormonal tem ação benéfica na interrupção da perda óssea.


Para mais informações, consulte seu médico.

Retenção Hídrica

O que é retenção hídrica?

A retenção hídrica é o acúmulo de líquidos nos tecidos do organismo feminino.


O que causa retenção hídrica?

A principal causa da retenção hídrica são as alterações hormonais, sobretudo do estrogênio e da progesterona, que ocorrem durante o ciclo menstrual.


    Principais sintomas:
  • Inchaços nas mãos e tornozelos
  • Aumento no volume das mamas e mastalgia (dores nas mamas)
  • Sensação de peso na pelve
  • Edemas
  • Aumento de volume no baixo ventre
  • Sensação de peso e cansaço nas pernas
  • Cefaléia

Tratamento:

Os tratamentos tradicionais combinam o uso de diuréticos que produzem eliminação de sódio e água a mudanças na alimentação e no estilo de vida da paciente. Como a retenção hídrica está relacionada ao ciclo menstrual e à ovulação, estudos recentes têm demonstrado que muitas mulheres podem se beneficiar do uso de contraceptivo oral contínuo.


Para mais informações, consulte seu médico.

Síndrome dos Ovários Poliscísticos (SOP)

O que é a Síndrome dos ovários policísticos (SOP)?

Trata-se de uma disfunção endócrina que acomete de 3% a 20% da população feminina em idade reprodutiva.


O que causa a SOP?

Sua verdadeira causa ainda é discutida, mas já se pode afirmar que há um aumento na produção do androgênio (hormônio masculino) nos ovários. Observa-se também uma relação entre a SOP e a resistência à insulina.


    Principais sintomas:
  • Amenorreia (ausência de ciclo menstrual por alguns meses ou o oposto, hemorragias
  • Hirsutismo (crescimento excessivo de pelos no tórax, queixo, buço, abdome e coxas)
  • Acne
  • Obesidade
  • Presença de pequenos cistos (com dimensões que chegam a 12 milímetros) nos ovários

Tratamento:

Por não se saber ainda a causa exata do problema, os tratamentos são direcionados aos sintomas. Em alguns casos, indica-se a pílula anticoncepcional para a regularização do estado hormonal e melhoria dos sintomas. Medicamentos que diminuem a resistência à insulina também vêm sendo empregados.


Para mais informações, consulte seu médico.

Síndrome Pré-Menstrual

O que é Síndrome Pré-Menstrual (TPM)?

É difícil encontrar uma mulher que nunca tenha sofrido de TPM, síndrome que atinge 75% das mulheres em idade fértil. Ela surge cerca de 10 dias antes do período menstrual e costuma desaparecer com o início da menstruação.


O que causa a TPM?

Acredita-se que a TPM seja decorrente de influências normais do ciclo mestrual. A falta de vitamina B6, cálcio e zinco também pode ser responsável pela TPM. Fatores sociais e culturais também podem provocar a síndrome, que ocorre com mais frequência em mulheres com histórico familiar de TPM ou de depressão pós-parto.


    Principais sintomas:

    Entre os sintomas físicos e psíquicos da TPM estão:

  • Dores de cabeça ou enxaqueca
  • Retenção de líquido
  • Aumento do volume do abdome e ganho de peso
  • Ansiedade ou pânico
  • Irritabilidade
  • Insônia

Tratamento:

O tratamento de TPM vai depender do grau de desconforto com que esse distúrbio afeta cada mulher. Nos casos mais leves, é indicada a adoção de hábitos mais saudáveis, como alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos. Nas ocorrências mais graves, o médico pode ministrar medicamentos como diuréticos e vitaminas, antidepressivos e ansiolíticos.


Para mais informações, consulte seu médico.

Sintomas Vasomotores

O que são sintomas vasomotores?

Com a chegada da menopausa, há uma queda nos níveis de estrogênio no organismo feminino, afetando os mecanismos normais que regulam a temperatura corporal.


O que causa os sintomas vasomotores?

A falta de estrogênio é a causa de 75% a 80% das ondas de calor.


    Principais sintomas:
  • Ondas de calor (fogachos)
  • Suores noturnos
  • Insônia
  • Palpitações cardíacas
  • Inquietações
  • Ansiedade
  • Humor depressivo
  • Náuses
  • Tonturas
  • Zumbido nos ouvidos

Tratamento:

A reposição hormonal em baixa dose é benéfica, pois supre a deficiência estrogênica, regulando o funcionamento do organismo feminino. Quanto mais cedo a mulher fizer essa reposição hormonal, menos ela sentirá a queda nos níveis de estrogênio.


Para mais informações, consulte seu médico.

A Opção de não Menstruar

A mulher deve ou não interromper a menstruação? Por quê?
Vários médicos especialistas defendem o fato de que a mulher pode e deve ter a opção de escolher a frequência da sua menstruação. Alegam que não há razão para sangrar todo mês, se a mulher não pretende engravidar a curto prazo. Estudos comprovaram que a suspensão da menstruação melhora sintomas menstruais, como dor nas mamas, cólicas e Tensão Pré-Menstrual, que atinge 90% das mulheres, bem como contribui para a prevenção e tratamento de patologias como a endometriose. No entanto, a suspensão da menstruação por meses ou até anos deve ser feita sempre com orientação médica.

Qual é o efeito das pílulas sobre a menstruação? 
 A menstruação é uma consequência da não concepção após um ciclo menstrual ovulatório. As mulheres que utilizam contraceptivos em regime com pausa não ovulam.  
Os hormônios contidos nos contraceptivos diminuem a produção hormonal pelos ovários e inibem a ovulação. No regime com pausa, a suspensão desse aporte hormonal, ao final de 21 dias da tomada de pílulas, causa sangramento, que corresponde à descamação do endométrio (membrana que reveste a parede uterina). No regime contínuo, sem a suspensão da oferta hormonal, o endométrio é sustentado e não ocorre o sangramento.
Portanto, de modo geral, o mecanismo de atuação das pílulas sobre o organismo da mulher é similar nos dois regimes (com pausa ou contínuo). A única diferença é a ocorrência ou não da descamação do endométrio motivada pela interrupção da ingestão dos hormônios. 
  
Como são usados os contraceptivos de uso contínuo?
É considerado regime contínuo a administração do contraceptivo oral combinado por período de tempo ilimitado, sem interrupção, de modo a eliminar a menstruação. O período de utilização contínua da pílula é determinado pelo médico, podendo ser de meses ou anos seguidos.

Existem estudos que comprovam que a suspensão da menstruação não faz mal à saúde da mulher?
Estudos comprovam que o uso do contraceptivo oral em regime contínuo pode beneficiar mulheres com sintomas menstruais como cefaléia e dismenorreia (cólica menstrual), menorragia (sangramento excessivo causado por disfunção hormonal), doenças ginecológicas (como mioma e endometriose) e anemia por deficiência de ferro.
Outros estudos em mulheres usuárias de pílulas no regime contínuo não apresentam efeitos adversos diferentes dos observados em usuárias de pílulas no regime com pausa. Em alguns casos, a menstruação não chega a ser suspensa totalmente e as mulheres podem apresentar sangramento irregular do tipo spotting (mancha menstrual) ou sangramento de escape, que tende a desaparecer com a continuidade do tratamento.

O uso de pílulas em regime contínuo afeta a fertilidade?
Não existem evidências de que o uso de pílulas no regime contínuo prejudica a fertilidade. Estudos que comparam o retorno à fertilidade em mulheres que utilizaram pílulas em regime contínuo com as que usam anticoncepcionais com regime de pausa demonstraram que a taxa de gravidez após a suspensão do tratamento é semelhante nos dois regimes.

Para mais informações, consulte seu médico.

Contracepção de Emergência

Em que situações as mulheres devem recorrer à contracepção de emergência, mais conhecida como "pílula do dia seguinte"?
A contracepção de emergência ou pílula do dia seguinte visa impedir a gestação de mulheres na idade fértil em situações nas quais não usou os métodos contraceptivos convencionais ou ocorreu uma falha deles, como o rompimento ou deslizamento do preservativo, esquecimento da pílula anticoncepcional por três dias ou mais dias, DIU fora de lugar, por exemplo. Além disso, é indicado para vítimas de abuso sexual, fazendo parte do protocolo de atendimento a essas vítimas.

Este método é abortivo?
Não. O aborto é um procedimento ilegal em nosso país e traz risco de vida e sérias consequências para a saúde reprodutiva da mulher, além de problemas na esfera jurídica. Não há evidências científicas que permitam afirmar que "a pílula do dia seguinte" seja abortiva. Eles surgiram exatamente para evitar a prática de abortamento.
 
A "pílula do dia seguinte" precisa ser prescrita por um médico?
No Brasil, o contraceptivo de emergência é aprovado junto ao Ministério da Saúde e só pode ser adquirido com prescrição médica. Atualmente, o American College of Obstreticians and Gynecologist (ACOG) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) elegeram e recomendam, como método emergencial de primeira escolha, a dose única de levonorgestrel de 1,5 mg, em função de sua alta eficácia e menor incidência de efeitos adversos e padrão de sangramento mais aceitável.
 
Como deve ser tomado o contraceptivo de emergência?

Nos casos em que é necessário recorrer a "pílula do dia seguinte", o ideal é que a paciente tome o medicamento o quanto antes, embora possa mostrar eficácia em até cinco dias após o ato sexual. Esses contraceptivos podem ser ingeridos em uma única dose de 1,5 mg ou em duas doses de 0,75mg - em intervalo de 12 horas entre a primeira e a segunda.

Como a "pílula do dia seguinte" age no organismo?
Primeiro, a pílula inibe ou retarda a ovulação. A seguir, impede a implantação do óvulo no útero e, por último, faz com que o muco cervical se torne mais espesso, impedindo, assim, que os espermatozoides caminhem pelo canal cervical para fecundar o óvulo.

O que acontece se a mulher não tomar a dosagem correta da "pílula do dia seguinte"?
Praticamente não existem restrições ao contraceptivo de emergência. A única condição na qual o método não deve ser indicado é quando há a confirmação da gravidez. Entretanto, se uma mulher, inadvertidamente, utilizar a pílula estando grávida, não haverá nenhum efeito nocivo à saúde da mãe ou ao feto.

É um medicamento que pode substituir o anticoncepcional tradicional? Quais são as consequências de seu uso recorrente para o organismo?
A "pílula do dia seguinte" ou contracepção de emergência é um método anticoncepcional de caráter excepcional, cuja utilização deve ser restrita a situações especiais de emergência, conforme recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). A paciente deve sempre ter acompanhamento médico.
 
Para mais informações, consulte seu médico.

Terapia Hormonal

O que é terapia hormonal?

Terapia de reposição hormonal (TRH) é o tratamento ministrado às mulheres que estão na menopausa. É um procedimento que alivia os sinais e sintomas do climatério, aumentando a qualidade de vida das pacientes, que recuperam sua disposição, ânimo, bom humor, reduzindo, ao mesmo tempo, o risco de osteoporose. Além disso, a pele fica mais viçosa, os cabelos mais sedosos e as unhas mais fortes, aumentando, assim, a autoestima feminina.


Por que fazer o tratamento?

Durante a fase reprodutiva, os ovários fabricam mensalmente estrógeno e progesterona. Essa produção, no entanto, vai diminuindo à medida que a mulher se aproxima da menopausa, o que acontece a partir dos 45 anos. A redução dos níveis de hormônios femininos provoca uma série de alterações físicas como ondas de calor, dificuldade para controlar a temperatura do corpo, pele mais flácida, mucosas dos sistemas urinário e reprodutivo mais fragmentadas e secas, alterações de humor e quadros depressivos. A terapia hormonal é um importante aliado na adaptação da mulher a esse novo momento de vida.


Mantenha-se bem

Para que os efeitos da terapia hormonal sejam mais intensos, é necessário uma rígida disciplina e hábitos saudáveis, como praticar exercícios; manter uma alimentação equilibrada, com muitas frutas e legumes; habituar-se a usar cremes hidratantes que contenham fotoprotetor solar (FSP); dormir bem e se divertir à vontade.


Para mais informações, consulte seu médico.

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