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Hidratação Nasal

Qual é a importância da hidratação nasal?
O corpo humano produz, diariamente, até dois litros de secreção nasal, um líquido fundamental para garantir o correto funcionamento do principal mecanismo de defesa das vias respiratórias. Isto porque a mucosa nasal hidratada mantém a frequência adequada dos batimentos ciliares (aquela fina camada de cílios microscópicos da parte interna do nariz), que faz a filtragem do ar inalado e impede partículas poluentes de atingirem a parte interna do sistema respiratório. A frequência inadequada dos batimentos ciliares pode provocar infecções respiratórias, intensificar crises de asma e rinite (com sintomas como congestão nasal, olhos lacrimejantes, rouquidão, tontura e fadiga) e até mesmo provocar lesões pulmonares.

Quais fatores podem gerar o ressecamento nasal?
Um dos fatores é a poluição atmosférica. Hoje, os efeitos nocivos dos poluentes presentes no ar são agravados pelo tempo de permanência das pessoas nos congestionamentos das grandes cidades. Outros fatores que provocam o ressecamento nasal são as longas jornadas em ambientes fechados e com ar-condicionado, que nem sempre tem a correta manutenção, podendo espalhar bactérias e partículas nocivas à saúde; a excessiva exposição à fumaça de cigarro; a baixa ingestão de líquidos e o uso de certos medicamentos, como ß-bloqueadores (propranolol), utilizados por pessoas hipertensas ou cardíacas; antidepressivos (amitriptilina e fluoxetina) e diuréticos (hidroclortiazida e furosemida), entre outros.

Quais são as dicas para manter a hidratação nasal adequada?
As pessoas devem evitar a permanência por muitas horas em ambientes poluídos, com aparelhos de ar-condicionado ou nos quais estejam presentes muitos fumantes. Outra providência é checar se é realizada a correta manutenção dos condicionadores de ar. Como na maioria dos casos é muito difícil evitar a exposição às partículas nocivas à saúde, o ideal é adotar um hidratante nasal, de preferência em gel, para garantir a proteção das vias respiratórias, o que é tão importante como o uso diário de protetores solares.
 
Por que a hidratação nasal é ainda mais importante nos pós-operatórios nasais?
Se no dia a dia já é importante ter uma hidratação nasal adequada para garantir os mecanismos de defesa das vias respiratórias, no período pós-operatório é fundamental, pois a cicatrização da mucosa nasal é um processo que leva à perda de água e intensifica o ressecamento nasal. Por isso, a utilização do hidratante nasal, apesar de poder causar uma discreta ardência, traz de imediato sensação de conforto.

Para mais informações, consulte seu médico.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

O que é Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)?
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) se caracteriza pela bronquite crônica - tosse com catarro praticamente todos os dias por mais de três meses ao ano -, e pelo enfisema pulmonar - quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado.  Os sintomas típicos são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração, ou seja, redução do fluxo aéreo.
Algumas pessoas desenvolvem uma limitação gradual às atividades físicas, mas a tosse somente aparece eventualmente. Outras costumam tossir com expectoração (catarro) durante o dia, principalmente pela manhã, e contrair facilmente infecções respiratórias. No segundo caso, a tosse tende a piorar, o escarro torna-se esverdeado ou amarelado, e a falta de ar se intensifica, sendo seguida, às vezes, por chiado no peito (sibilância). Com o passar dos anos, se a pessoa segue fumando, a falta de ar vai evoluindo e começa a se manifestar em atividades mínimas, como se vestir ou se pentear, por exemplo. Algumas pessoas com DPOC grave apresentam até uma fraqueza no funcionamento do coração, com o aparecimento de inchaço nos pés e nas pernas.
 
Quais são as principais causas da ocorrência simultânea da bronquite crônica e do enfisema pulmonar, que caracterizam a DPOC?
A principal causa é o tabagismo, pois a possibilidade de um fumante morrer por DPOC é de 12 a 13 vezes maior do que a de um não fumante. Estudos mostram que 25% das pessoas que fumam mais de um maço de cigarros por 10 anos ou mais desenvolvem DPOC. Outros fatores de risco são poluição do ar, fumo passivo, hereditariedade, infecções respiratórias na infância, determinados poluentes industriais, como os produtos químicos para controle de pragas e os compostos de nitrogênio e enxofre. Pessoas que tiveram tuberculose correm o risco de desenvolverem a DPOC depois de alguns anos.

Quais são os tratamentos mais indicados para DPOC?
A DPOC é uma doença silenciosa, que pode ser prevenida e tratada. Em geral, o tratamento é feito com broncodilatadores (substância que dilata os brônquios), que são inseridos no organismo por meio de inaladores, conhecidos popularmente como "bombinhas". Mas hoje o número de pacientes internados diariamente pelo seu agravamento e, mais ainda, o volume de óbitos gerados por essa enfermidade são muito preocupantes. Isso ocorre porque é muito comum os pacientes desistirem do tratamento por não saberem como utilizar os inaladores ou por não se adaptarem aos aparelhos escolhidos pelo profissional de saúde.

Qual é a importância do inalador / "bombinha" nos tratamentos?

Segundo os pneumologistas, o inalador é um dos fatores mais importantes para que os pacientes deem continuidade ao tratamento, assim como para que o medicamento seja corretamente absorvido pelo organismo. Por isso, é fundamental que as pessoas participem da escolha do aparelho mais adequado à sua necessidade e aprendam como fazer sua manutenção e limpeza, já que o uso incorreto ou a higienização inadequada comprometem a eficácia do tratamento. Outra observação importante é que, mesmo com a utilização correta, o ideal é que o inalador seja trocado no máximo a cada três meses, pois existe um desgaste natural que também compromete o tratamento.
 
Como os pacientes devem proceder à limpeza dos inaladores?
A limpeza deve ser feita após cada utilização com um pano seco no bocal do inalador e no compartimento da cápsula. Pode ser utilizada uma escova macia e limpa para a remoção dos resíduos que permanecerem depois de usar o inalador.  O uso de álcool deve ser evitado por poder danificar sua superfície plástica. A lavagem dos bocais dos inaladores, juntamente com o depósito local de saliva, pode levar à aglomeração das partículas do medicamento a ser inalado, prejudicando sua deposição pulmonar e a eficácia do tratamento.

Qual é o período médio em que os inaladores precisam ser trocados, mesmo que sejam limpos corretamente?
Levantamento recente com pneumologistas brasileiros realizado pela agência de pesquisas Resulta, especializada no setor farmacêutico, mostrou que 74% dos especialistas entrevistados consideram a troca dos inaladores a cada três meses, no máximo, fundamental para assegurar a eficácia do tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
 
Para mais informações, consulte seu médico.

Fatores Ambientais e Ressecamento Nasal

Que fatores causam o ressecamento nasal?
São diversos os fatores que contribuem para o ressecamento nasal. Dentre eles, temos fatores ambientais (clima e poluição), exposição prolongada ao ar-condicionado, uso de alguns medicamentos e irritantes nasais (tabaco e outros inalantes). Além da sensação de desconforto nasal (como ardência e formação de crostas), a desidratação da mucosa compromete a defesa natural do nariz diante de agentes nocivos, contribuindo para a ocorrência de gripes, resfriados e sinusites.

Qual a função do nariz?
O nariz constitui a primeira linha de defesa do sistema respiratório contra a entrada de agentes agressores, executando várias funções, como umidificação, aquecimento e filtração do ar inspirado e transporte mucociliar. O nariz responde a uma variedade de estímulos ambientais e sua eficiência pode ser afetada por vários fatores, como anatomia da cavidade nasal, estresse emocional, alergias,
diabetes, asma, respiração bucal, tabagismo, gravidez, uso de medicamentos, poluição atmosférica, temperatura e umidade do ar. Muitas dessas condições e circunstâncias alteram a mucosa nasal, produzindo ressecamento ou congestão nessa região. Qualquer desequilíbrio desse sistema de defesa facilita infecções de vias respiratórias, como resfriados, gripes e sinusites, além de quadros como rinite, asma e bronquite.

Como a qualidade do ar interfere nas vias respiratórias?
A qualidade do ar que respiramos depende de diversos fatores, como a temperatura, umidade e quantidade de poluentes. A temperatura do ar tem efeitos sobre o equilíbrio térmico corporal e desempenho físico e mental do homem. Em geral, o ar das cidades é 1º C a 2º C acima da temperatura do ar da região que as circunda. Outro importante fator de qualidade do ar é a umidade. O vapor de água entra na atmosfera pela evaporação das superfícies dos oceanos, rios, lagos, vegetação e solo. Em geral, o conteúdo de vapor de água atmosférico varia com as estações do ano, sendo normalmente menor no inverno e maior no verão. Nas cidades, as umidades relativa e absoluta do ar são aproximadamente 6 a 18% menores se comparadas com a zona rural, devido às altas temperaturas registradas nas cidades. O limite inferior de 30% de umidade relativa do ar inspirado diminui significativamente a umidificação da mucosa das vias aéreas superiores.

Como o inverno interfere nas vias respiratórias?
Exposições ao ar seco e frio, mesmo curtas, podem promover redução da temperatura e umidade da mucosa nasal e comprometer o condicionamento do ar inspirado e transporte mucociliar. A diminuição do transporte mucociliar favorece a ocorrência de infecções respiratórias. O ar frio reduz o fluxo sanguíneo da mucosa nasal e causa congestão nasal. A ativação de receptores de frio na mucosa nasal induz broncoespasmo em indivíduos saudáveis. A exposição ao ar frio e seco (umidade relativa de 20% a 22oC) induz sensação de dor, inflamação, secreção nasal em muitos indivíduos e diminui a flacidez do muco que recobre o trato respiratório.

Como a poluição atmosférica afeta as vias respiratórias?
Os efeitos da poluição atmosférica sobre o sistema respiratório são inúmeros. A irritação da mucosa das vias aéreas é um dos mais precoces e importantes, prejudicando consideravelmente a qualidade de vida. A contínua agressão induzida pelos poluentes atmosféricos gera um processo inflamatório crônico nas vias aéreas e efeitos prejudiciais sobre importantes mecanismos de defesa, em particular o transporte mucociliar. A poluição atmosférica afeta especialmente populações específicas, como crianças e idosos, os quais apresentam risco aumentado de desenvolvimento de doenças respiratórias.

Como prevenir?
Para uma melhor hidratação da mucosa nasal, deve-se beber pelo menos seis copos de água por dia. Deve-se também evitar períodos prolongados de exposição ao ar-condicionado e locais com poluentes inalatórios.

Tratamento
O tratamento da secura e irritação nasal deve começar pela identificação e controle de suas causas. A hidratação nasal pode ser feita com o uso de soro fisiológico na forma de spray. Existe ainda um medicamento de uso tópico nasal em gel. Ele gera uma barreira mecânica de proteção sobre a mucosa nasal, o que melhora a hidratação nasal e prolonga a sensação de proteção.

Para mais informações, consulte seu médico.

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