Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
O que é Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)?
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) se caracteriza pela bronquite crônica - tosse com catarro praticamente todos os dias por mais de três meses ao ano -, e pelo enfisema pulmonar - quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado. Os sintomas típicos são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração, ou seja, redução do fluxo aéreo.
Algumas pessoas desenvolvem uma limitação gradual às atividades físicas, mas a tosse somente aparece eventualmente. Outras costumam tossir com expectoração (catarro) durante o dia, principalmente pela manhã, e contrair facilmente infecções respiratórias. No segundo caso, a tosse tende a piorar, o escarro torna-se esverdeado ou amarelado, e a falta de ar se intensifica, sendo seguida, às vezes, por chiado no peito (sibilância). Com o passar dos anos, se a pessoa segue fumando, a falta de ar vai evoluindo e começa a se manifestar em atividades mínimas, como se vestir ou se pentear, por exemplo. Algumas pessoas com DPOC grave apresentam até uma fraqueza no funcionamento do coração, com o aparecimento de inchaço nos pés e nas pernas.
Quais são as principais causas da ocorrência simultânea da bronquite crônica e do enfisema pulmonar, que caracterizam a DPOC?
A principal causa é o tabagismo, pois a possibilidade de um fumante morrer por DPOC é de 12 a 13 vezes maior do que a de um não fumante. Estudos mostram que 25% das pessoas que fumam mais de um maço de cigarros por 10 anos ou mais desenvolvem DPOC. Outros fatores de risco são poluição do ar, fumo passivo, hereditariedade, infecções respiratórias na infância, determinados poluentes industriais, como os produtos químicos para controle de pragas e os compostos de nitrogênio e enxofre. Pessoas que tiveram tuberculose correm o risco de desenvolverem a DPOC depois de alguns anos.
Quais são os tratamentos mais indicados para DPOC?
A DPOC é uma doença silenciosa, que pode ser prevenida e tratada. Em geral, o tratamento é feito com broncodilatadores (substância que dilata os brônquios), que são inseridos no organismo por meio de inaladores, conhecidos popularmente como "bombinhas". Mas hoje o número de pacientes internados diariamente pelo seu agravamento e, mais ainda, o volume de óbitos gerados por essa enfermidade são muito preocupantes. Isso ocorre porque é muito comum os pacientes desistirem do tratamento por não saberem como utilizar os inaladores ou por não se adaptarem aos aparelhos escolhidos pelo profissional de saúde.
Qual é a importância do inalador / "bombinha" nos tratamentos?
Segundo os pneumologistas, o inalador é um dos fatores mais importantes para que os pacientes deem continuidade ao tratamento, assim como para que o medicamento seja corretamente absorvido pelo organismo. Por isso, é fundamental que as pessoas participem da escolha do aparelho mais adequado à sua necessidade e aprendam como fazer sua manutenção e limpeza, já que o uso incorreto ou a higienização inadequada comprometem a eficácia do tratamento. Outra observação importante é que, mesmo com a utilização correta, o ideal é que o inalador seja trocado no máximo a cada três meses, pois existe um desgaste natural que também compromete o tratamento.
Como os pacientes devem proceder à limpeza dos inaladores?
A limpeza deve ser feita após cada utilização com um pano seco no bocal do inalador e no compartimento da cápsula. Pode ser utilizada uma escova macia e limpa para a remoção dos resíduos que permanecerem depois de usar o inalador. O uso de álcool deve ser evitado por poder danificar sua superfície plástica. A lavagem dos bocais dos inaladores, juntamente com o depósito local de saliva, pode levar à aglomeração das partículas do medicamento a ser inalado, prejudicando sua deposição pulmonar e a eficácia do tratamento.
Qual é o período médio em que os inaladores precisam ser trocados, mesmo que sejam limpos corretamente?
Levantamento recente com pneumologistas brasileiros realizado pela agência de pesquisas Resulta, especializada no setor farmacêutico, mostrou que 74% dos especialistas entrevistados consideram a troca dos inaladores a cada três meses, no máximo, fundamental para assegurar a eficácia do tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
Para mais informações, consulte seu médico.