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Cefaleia em Salvas

O que é?

É um tipo de cefaleia caracteristicamente intensa, que geralmente afeta apenas um lado da cabeça, de curta duração, localizando-se preferencialmente na região ao redor dos olhos (periorbitária). Geralmente as dores aparecem em surtos (em salvas), que podem ocorrer várias vezes ao dia (em geral até oito vezes), vários dias seguidos, durante uma média de seis a doze semanas. Ao contrário da enxaqueca, ocorre principalmente em homens de meia-idade, sendo uma cefaleia menos comum que a enxaqueca e a tensional, acometendo menos de 1% da população.


Causas

As causas ainda não estão bem esclarecidas, mas alguns a associam à ativação de algumas regiões do cérebro, principalmente o hipotálamo, que ativa reflexos dolorosos no nervo trigêmeo, o qual dá sensibilidade à face.


Sintomas

A dor da cefaleia em salvas é uma das mais intensas na prática médica e alguns dos sintomas são:

  • Dor em localização ao redor das órbitas (periorbitária), principalmente acima dos olhos (supraorbitária)
  • Duração de 15 a 180 minutos, podendo ocorrer até oito surtos em um único dia.
  • A dor é acompanhada por sintomas como lacrimejamento, congestão nasal, secreção nasal, inchaço nas pálpebras, sudoreses na face, queda da pálpebra, entre outros.

Nesse tipo de cefaleia, é muito importante que o médico tenha afastado outras causas que possam causar esses tipos de sintomas.


Tratamento

Dada a sua grave intensidade, a cefaleia em salvas deve ser tratada o mais breve possível. O tratamento das crises agudas de cefaleia se dá com uso de oxigênio inalatório, uso de sumatriptana subcutânea, em pacientes que não apresentem contraindicação ao uso de triptanas, dentre outras. Além das crises, pode ser feito o tratamento preventivo com medicação da classe dos antagonistas dos canais de cálcio, lítio, dentre outros.


Para mais informações, consulte seu médico.

Cefaleia

O que é?

Trata-se de uma das queixas mais comuns dos pacientes. A cefaleia, popularmente conhecida como dor-de-cabeça,caracteriza-se pela queixa de dor que ocorre na região cefálica (cabeça), tendo várias causas. Há desde cefaleias mais comuns e benignas, como a cefaleia tensional e a migrânea ou enxaqueca, até as de causas mais graves, como tumores e infecções do sistema nervoso central, como a meningite. Com isso, a avaliação da cefaleia e de sua causa é de grande importância na prática do médico. Aqui vamos enfatizar a migrânea ou enxaqueca.


Causas

Basicamente as cefaleias podem ser classificadas em primárias ou secundárias. As causas das cefaleias primárias são a enxaqueca, a cefaleia tensional, a cefaleia em salvas, entre outras menos frequentes, sendo que estas cefaleias não têm uma causa secundária, como tumores, infecções do sistema nervoso central (SNC), traumas, entre outros. Com isso, as cefaleias secundárias são aquelas que se caracterizam pela dor-de-cabeça que ocorre devido a uma doença que a cause, podendo, por vezes, ser grave. Assim, a cefaleia pode ocorrer secundária a infecções do SNC, traumas cranianos, tumores no cérebro, sangramentos no SNC (rompimento de aneurisma, por exemplo).


Sintomas

Como o próprio nome sugere, o sintoma em comum da cefaleia é a dor-de-cabeça. Os sintomas que se relacionam à cefaleia podem ser vários e dependem do tipo de dor que o paciente apresenta e outros sintomas que se associam à dor. Com isso, o médico deve tirar uma história cuidadosa para chegar ao diagnóstico da cefaleia. As várias diferentes apresentações da cefaleia podem ser:

  • Tipo de dor: em aperto ou latejante.
  • Duração: se dura alguns segundos, horas ou mesmo dias.
  • Localização: dor ocular, dor latejante na região das têmporas, dor na região da nuca, etc.
  • Forma do início do dor: teve início de forma repentina, ou aumentou aos poucos.
  • Achados associados: febre, fraqueza em um lado do corpo, náuseas, intolerância à luz ou a barulhos.

Dependendo do tipo de causa, os sintomas podem ser diferentes.


Tratamento
O tratamento da cefaleia depende inicialmente do diagnóstico feito pelo médico. Um passo importante é o médico ter afastado causas secundárias que possam ser graves, como infecções no Sistema Nervoso Central, tumores, dentre outros, já que estes necessitam de tratamentos específicos mais urgentes. Basicamente, o tratamento, em geral, é realizado com analgésicos, sendo que tratamentos específicos são feitos de acordo com a causa da cefaleia. Assim, na migrânea ou enxaqueca, as triptanas são eficazes, e alguns tipos de anti-inflamatórios podem ser utilizados para cefaleia tensional, dentre outros.


Para mais informações, consulte seu médico.

Cefaleia Tensional

O que é?

A cefaleia tensional é a cefaleia mais frequente na população, porém, ao contrário da enxaqueca, muitos dos pacientes ficam sem o diagnóstico correto, pois em geral é uma dor mais leve que a enxaqueca, e os pacientes não chegam a procurar um médico para o seu tratamento. Geralmente é uma dor em aperto, que acomete toda a cabeça (holocraniana) e quando se torna crônica. Tem importante associação com depressão. Acomete um pouco mais de mulheres que homens.


Causas

O mecanismo pelo qual ocorrem as dores tensionais não é bem conhecido, mas acredita-se que seja multifatorial, isto é, ser devido a várias causas, como aumento da tensão muscular em alguns músculos da cabeça, estresse, depressão, entre outros.


Sintomas

Alguns dos sintomas da cefaleia tensional são:

  • Cefaleia nos dois lados da cabeça, em toda a cabeça e região da nuca ou pescoço.
  • Cefaleia tem característica de ser em aperto e não é tão incapacitante como a enxaqueca ou migrânea (dor leve a moderada).
  • Não há piora da cefaleia com atividade física.
  • Duração de 30 minutos até 7 dias.
  • A dor não é associada a outro tipo de problema que possa simular esta dor (devidamente avaliada pelo médico).


Tratamento

O tratamento agudo da cefaleia tensional se dá principalmente com analgésicos comuns e anti-inflamatórios. Já o tratamento do cefaleia tensional crônica se dá com o uso de antidepressivos e terapias comportamentais, como terapia cognitivo-comportamental, biofeedback, técnicas de relaxamento, entre outros.


Para mais informações, consulte seu médico.

Migrânea ou Enxaqueca

O que é

A enxaqueca é uma das principais causas de cefaleia e ocorre, na maioria da vezes, em mulheres jovens, chegando a acometer em média 20% do total de mulheres. Geralmente ocorre na região temporal, de forma latejante, acompanhada de náuseas e vômitos e intolerância à luz ou a barulho.


Sintomas

Apresenta-se por episódios (crises) de cefaleia que têm dentre as suas principais características as seguintes:

  • A dor em geral dura de 4 a 72 horas;
  • A dor se caracteriza por ser geralmente de um lado da cabeça, por vezes à direita, outras à esquerda (mais pode ser em toda a cabeça), com padrão pulsátil (latejante), geralmente de intensidade moderada a grave e agravada por atividade física.
  • A dor deve ser acompanhada de náuseas/vômitos ou intolerância à luz (fotofobia) ou intolerância ao barulho (fonofobia).
  • A dor geralmente piora com atividades físicas.
  • O médico, com base na história do doente e na avaliação física e neurológica, afasta causas mais graves ou outros diagnósticos para a cefaleia apresentada.
  • Alguns pacientes podem apresentar a migrânea ou enxaqueca com aura (anteriormente descrita como enxaqueca clássica), em que o paciente pode ter episódios associados às crises (geralmente antes das crises) e apresenta alterações visuais descritas como raios luminosos ou pontos semelhantes a vaga-lumes (aura visual, a mais frequente), entre outros. Pode haver auras não visuais associadas a sintomas como formigamento nos membros, dificuldade de fala, ou mesmo perda de força.

A enxaqueca pode se manifestar com outros sintomas e de formas diferentes, portanto, deve sempre ser avaliada e diagnosticada por um médico com conhecimentos adequados sobre esse distúrbio, idealmente pelo neurologista.

A enxaqueca ocasiona importante sofrimento ao paciente, com acometimento na qualidade de vida e perda de produtividade no trabalho, que podem ser minimizados ou mesmo anulados com o tratamento correto.


Causas

Várias teorias a respeito das causas da enxaqueca foram desenvolvidas ao longo do tempo. Atualmente umas mais aceitas é que o paciente tem uma predisposição genética que se associa com fatores ambientais (consumo de certos alimentos, e outros fatores), físicos (alteração do padrão de sono, por exemplo) ou emocionais (estresse, depressão, entre outros) que acabam desencadeando as crises de enxaqueca. Em geral, a enxaqueca se inicia com a constrição (diminuição do tamanho) de certos vasos sanguíneos no crânio, principalmente na região temporal (por isso, a localização preferencial nesta região), que se segue por uma dilatação deste vaso. Quando ocorre esta dilatação, inicia a dor nas crises de enxaqueca.


Tratamento

O tratamento da migrânea ou enxaqueca pode ser realizado nas crises agudas de enxaqueca (para o alívio da dor quando ela ocorre) e como tratamento profilático ou preventivo (para evitar novos episódios), no caso de pacientes que apresentam uma frequência elevada de crises no mês. Atualmente existem medicações específicas para o alívio agudo da enxaqueca, com menores efeitos colaterais em relação a medicações mais antigas, como analgésicos e anti-inflamatórios. Essas medicações são chamadas triptanas, sendo a sumatriptana a primeira a ser desenvolvida e a mais bem estudada das triptanas. Tais medicações têm uma boa eficácia no alívio da enxaqueca quando são empregadas adequadamente, e com poucos efeitos colaterais, quando respeitadas as contraindicações para seu uso. Já o tratamento preventivo se dá com o emprego de medicações que podem ser antidepressivos, inibidores dos canais de cálcio, betabloqueadores, anticonvulsivantes, dentre outros, de acordo com as características dos pacientes.


Para mais informações, consulte seu médico.

Transtorno de Ansiedade Generalizada

A ansiedade é uma emoção inerente ao ser humano e, em determinada medida, nos é útil para atingirmos nossos objetivos, garantirmos nossa sobrevivência e para manter nossa motivação (vide item Transtorno do Pânico). Quando, porém, a ansiedade se torna excessiva, não dirigida a um objetivo específico e generalizada para todos os aspectos da vida de uma pessoa, causando sofrimento e dificuldade em se levar uma vida normal, dizemos que o indivíduo está sofrendo do Transtorno de Ansiedade Generalizada.


Quais os principais sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?

A característica essencial do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma ansiedade ou preocupação excessiva, na maioria dos dias, por um período de pelo menos 6 meses. O paciente considera difícil ou até mesmo impossível controlar a sua preocupação. Junto com essa preocupação excessiva pode apresentar alguns dos sintomas abaixo:

  • Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele
  • Cansaço
  • Dificuldade em concentrar-se ou sensações de "branco" na mente
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Perturbação do sono (dificuldades em conciliar ou manter o sono)

Como fazer o diagnóstico do Transtorno Ansiedade Generalizada?
Além da preocupação excessiva e generalizada, o paciente pode apresentar sintomas físicos como tremores, abalos e dores musculares, nervosismo, tensão muscular, sudorese, náuseas e diarreias. Muitas vezes, o motivo da primeira consulta ao médico são esses sintomas físicos. Com base na história clínica pormenorizada, no exame físico e psíquico, o médico poderá chegar ao diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada.


Esse Transtorno é muito frequente?

As estatísticas mostram que o TAG pode estar presente em 3% a 5% da população adulta. Como é uma doença crônica, muitos pacientes relatam que são ansiosos desde a infância e, geralmente, procuram tratamento quando têm uma piora do quadro de ansiedade com prejuízo de alguma área importante da sua vida; por exemplo, trabalho, estudos, relacionamentos interpessoais; ou devido ao aparecimento de sintomas físicos significativos; por exemplo, diarreias e náuseas persistentes.
 

Com é feito o tratamento do TAG?
O tratamento é realizado com medicamentos ansiolíticos, que só serão prescritos a critério médico. Abordagens psicoterápicas também podem ser úteis.


Para mais informações, consulte seu médico.

Depressão

O que é?

Do ponto de vista médico, a depressão é considerada uma doença complexa, que afeta o bem-estar físico e psíquico do indivíduo. Devido à dificuldade do diagnóstico e ao preconceito, muitos minimizam o problema, confundindo um transtorno depressivo com um estado passageiro de tristeza. Sem tratamento, os sintomas tendem a piorar e podem durar anos. No entanto, a maioria das pessoas melhora muito com o tratamento.


Por que a depressão ocorre?

Embora as causas da depressão ainda não sejam conhecidas, existem evidências de um componente genético, que podemos denominar de "vulnerabilidade biológica", havendo pessoas com tendência maior para a depressão do que outras. Há, ainda, evidências de fatores neuroquímicos contribuindo para a gênese do quadro, além de fatores ambientais.


    Sintomas físicos e psíquicos
  • Humor deprimido
  • Perda do interesse e prazer pelas coisas
  • Perda ou ganho de peso
  • Insônia ou sono excessivo
  • Fadiga
  • Sentimento de culpa e ruína
  • Pensamentos negativos persistentes
  • Dificuldade de concentração
  • Ideias de morte
  • Ansiedade e angústia

Tratamento

Para entendermos como funciona o tratamento antidepressivo, é preciso lembrar que o fluxo de informações para o cérebro ocorre por meio de impulsos nervosos ao longo de milhares de neurônios.

A transmissão desses impulsos ocorre devido a fenômenos químicos no espaço entre os neurônios, denominado "fenda sináptica". Nessa fenda, diversas substâncias (neurotransmissores) são transmitidas de um neurônio para o neurônio seguinte, mantendo o fluxo da informação. Os antidepressivos inibem a recaptação de neurotransmissores na fenda sináptica, aumentando a quantidade de neurotransmissor disponível, contribuindo para a melhora do quadro depressivo.


Para mais informações, consulte seu médico.

Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social)

O que é o Transtorno de Ansiedade Social?
O Transtorno de Ansiedade Social (TAS) é também chamado de Fobia Social. O termo "fobia" significa medo, logo, Fobia Social pode ser entendido como "medo de situações sociais". As situações sociais mais comuns que enfrentamos no mundo contemporâneo são: necessidade de falar em público, por exemplo, em uma reunião de trabalho; apresentação de trabalho oral escolar; necessidade de abordar o sexo oposto, paquerar; comer em público; pedir informações a estranhos; ir a festas ou locais públicos como bares e danceterias.
Para o indivíduo que sofre de TAS, até as atividades mais simples, como comer em público, assinar um cheque na frente de outras pessoas, solicitar uma informação sobre a direção de uma rua, podem se transformar numa tarefa impossível com grande sofrimento associado.


Quais os principais sintomas do Transtorno de Ansiedade Social?

O Transtorno de ansiedade social se caracteriza por:

  • Medo acentuado de situações sociais nas quais o indivíduo é exposto a pessoas estranhas. O indivíduo teme agir de um modo que possa lhe ser humilhante ou vergonhoso.
  • A exposição à situação temida causa ansiedade intensa, que pode ser acompanhada de sudorese; aceleração do coração; sensação de tremor e de que o coração vai sair pela boca; rubor facial.
  • A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional, porém não consegue se controlar.
  • Evita as situações sociais e, quando não pode evitá-las, tem que fazer um esforço muito grande para suportá-las.
  • Fica ansioso só de imaginar que terá que enfrentar a situação novamente.

 

Todo mundo que tem medo de falar em público sofre de Transtorno de Ansiedade Social?
Não. Falar para uma plateia é uma situação que pode trazer ansiedade para a maioria das pessoas. Em estudos populacionais, identificou-se que 20% das pessoas tinham medo de falar em público. O que diferencia o paciente com TAS é que, além do medo de falar em público, ele tem um sofrimento muito intenso quando não pode evitar essa situação. O medo é tão grande que o paciente pode perder a voz ou desmaiar, ou ter uma crise de suor tão intensa que chega a encharcar sua camisa. Também, para o paciente que sofre de TAS, só o fato de imaginar que terá que se apresentar em público, pode fazer com que o sofrimento comece, mesmo que ele saiba que a exposição de fato só acontecerá daqui a um ou dois meses.


Qual a porcentagem de pessoas que sofrem de TAS?

As estatísticas divergem muito em relação à prevalência do TAS na população e essa variação é devido aos diferentes modos de classificar o sofrimento que a doença causa. Estudos mais conservadores falam de 3% de pessoas sofrendo de TAS. Já os estudos que levam em conta qualquer sofrimento significativo em situações de exposição social estimam que 13% da população sofra de TAS.


O Transtorno de Ansiedade Social tem tratamento?

Sim. Existem medicamentos que são capazes de reduzir e tratar os sintomas do TAS. Além disso, abordagens psicoterápicas e técnicas específicas, como o Treinamento de Habilidades Sociais, podem ser úteis no tratamento.


Para mais informações, consulte seu médico.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático

O que é?
O Transtorno de Estresse Pós Traumático, ou TEPT, se desenvolve após o indivíduo ter vivenciado uma situação muito grave em que sua vida foi colocada em risco, ou seja, o individuo passou por uma situação em que sua sobrevivência foi, de alguma forma, ameaçada.
Podemos citar, como exemplo, pessoas que sobreviveram a catástrofes naturais, ex-combatentes de guerra, pessoas que foram sequestradas e tiveram suas vidas ameaçadas, além de outros tipos de violências urbanas. Após a experiência traumática, o indivíduo começa a desenvolver sintomas, físicos e emocionais, que passam a limitar a sua vida.

Quais os sintomas do TEPT?
Os sintomas do TEPT são divididos em três grupos principais.

  • Revivência do evento traumático: recordações aflitivas do evento traumático, sonhos aflitivos e recorrentes com o evento, agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente, reações físicas quando se lembra do evento: sudorese, taquicardia, tremores, sofrimento psicológico intenso quando exposto a indícios que lembram algum aspecto do evento traumático.
  • Esquiva ou fuga de situações ou lugares que lembrem o evento traumático: evitar pensamentos, sentimentos, pessoas, atividades ou locais que lembrem o evento traumático.
  • Sintomas persistentes de excitabilidade aumentada: dificuldade de conciliar o sono, irritabilidade ou surtos de raiva, dificuldade em se concentrar, hipervigilância, resposta de sobressalto exagerada.

O TEPT é muito comum?
Sim, estudos comunitários nos EUA revelaram que o TEPT pode estar presente em até 8% da população. Não existem estudos de prevalência em outros países, mas essa porcentagem pode ser ainda maior em países de áreas de conflitos de guerra, países onde a violência urbana é intensa e em países mais castigados por catástrofes naturais.

Quem pode desenvolver o TEPT?
Para existir o TEPT, é necessário que a pessoa tenha vivido um evento traumático intenso. Pode ocorrer em qualquer idade, incluindo a infância, independentemente de sexo. Os sintomas em geral têm início nos primeiros três meses após o trauma.

Por que algumas pessoas passam por eventos traumáticos graves e não desenvolvem o TEPT?
Nem todo mundo que vivencia uma situação estressante intensa irá desenvolver o TEPT. Existem evidências de um componente hereditário na transmissão do TEPT, então as pessoas herdariam a vulnerabilidade ou não para desenvolver o TEPT após o evento traumático.

O TEPT tem tratamento?
O TEPT, em geral, é uma doença muito comprometedora. Muitas vezes faz com que o indivíduo passe a ter medo até de sair de casa, por isso é muito importante que ele procure um atendimento especializado e faça um tratamento adequado.
Hoje em dia, o tratamento do TEPT é realizado por meio do uso de medicamentos e de psicoterapias.

Para mais informações, consulte seu médico.

Transtorno do Pânico

Hoje em dia é muito comum as pessoas se identificarem como portadoras do Transtorno do Pânico, seja porque leram em algum jornal ou revista sobre a doença, ou porque assistiram a um documentário na TV, ou até mesmo porque têm algum amigo ou parente sofrendo da doença.
É importante, porém, saber quando os sintomas desconfortáveis de uma ansiedade são realmente devido aos ataques de pânico ou são parte de uma ansiedade "comum".
Todos nós temos ansiedade. Em determinada medida a ansiedade nos é benéfica - é ela que faz com que nos programemos para alcançar nossos objetivos ou que nos avisa que alguma coisa perigosa pode nos atingir, de forma que tomemos as providências para nos proteger.
Então, onde está o problema? O problema surge quando a ansiedade sai do controle e começamos a ficar alertas com tudo e todos ao nosso redor, mesmo que não representem um perigo real. É quando começamos a ter reações de medo, mesmo em nossa casa, assistindo à TV, e essa reação é tão intensa e fisicamente desconfortável que dá a sensação de que vamos desmaiar ou enfartar.
Nesses momentos, geralmente as pessoas sofrendo do ataque de pânico buscam ajuda em prontos-socorros, pois têm a certeza de que vão ter um ataque do coração ou um "derrame", são atendidas e, depois de realizar alguns exames, ouvem do médico que elas "não têm nada" e estão apenas nervosas. Na verdade, elas podem estar começando a desenvolver o Transtorno do Pânico.
Para melhor compreender o que é essa doença, como ela se manifesta e como você pode se livrar dela, leia as informações a seguir.


Transtorno do Pânico: o que é?

O Transtorno do Pânico é uma síndrome psíquica (emocional) que pode atingir qualquer pessoa, independentemente de raça ou gênero. Ela se caracteriza por episódios de intenso mal-estar físico e emocional, durante os quais o paciente apresenta os seguintes sintomas:

  • Palpitações
  • Sudorese intensa (inclusive nas mãos)
  • Tremores ou abalos musculares
  • Sensação de falta de ar ou sufocamento
  • Sensações de asfixia
  • Dor ou desconforto torácico
  • Náusea ou desconforto abdominal
  • Sensação de tontura, vertigem ou desmaio
  • Sensação que o mundo ao redor é irreal ou está se esvaindo
  • Sensação de estar distanciado ou fora de si mesmo
  • Medo de perder o controle ou enlouquecer
  • Medo de morrer
  • Sensação de formigamento nos membros (mãos, pernas, pés)
  • Calafrios ou ondas de calor.

Todos nós podemos apresentar uma ou duas crises com os sintomas descritos em algum momento da vida, principalmente em momentos de grande estresse ou fortes emoções, e isso não caracteriza a doença. Quando as crises passam a ser repetitivas, com um ou mais ataques de pânico por semana, e a pessoa que sofreu o ataque fica intensamente preocupada que outros ataques possam vir a ocorrer, dizemos que está sofrendo do Transtorno do Pânico.


Quanto o transtorno do pânico é frequente?

Sabemos hoje que o Transtorno do Pânico atinge cerca de 1% a 2% da população mundial. Considerando que a população mundial gira em torno de 6 bilhões de pessoas, podemos dizer que é um transtorno relativamente frequente.


O que fazer se você desconfiar que esteja sofrendo do Transtorno do Pânico?

A primeira coisa é procurar um médico especialista para uma avaliação e para confirmar ou não o diagnóstico. Só ele poderá indicar qual o melhor tratamento para o seu caso.


Existe tratamento para o Transtorno do Pânico?

A medicina tem evoluído muito e hoje já dispomos de vários medicamentos utilizados de forma segura e eficaz no tratamento do Transtorno do Pânico.
Uma classe de medicamentos muito utilizados hoje no tratamento do Transtorno do Pânico são os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Entre eles podemos citar o citalopram, a paroxetina e a fluoxetina.
Os ISRS agem aumentando a quantidade de serotonina disponível na fenda sináptica (vide item Depressão para mais explicações), com isso reduzindo os sintomas de ansiedade.
Além dos antidepressivos, ansiolíticos também podem auxiliar no tratamento, assim como abordagens psicoterápicas.


Para mais informações, consulte seu médico.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

A característica essencial de um Transtorno Obsessivo Compulsivo (também conhecido pela sua abreviação TOC) é a presença de sintomas que são chamados de "obsessões" e "compulsões".


O que são obsessões?

Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que invadem a mente do paciente sem sua vontade e causam intenso desconforto emocional, por serem pensamentos geralmente inadequados, levando ao aparecimento de ansiedade e sofrimento.
Na maioria das vezes, o paciente sabe que aqueles pensamentos não são adequados ou que são absurdos, mas, por mais que tente se livrar deles, não consegue.


O que são compulsões?

São comportamentos repetitivos (ações ou pensamentos) que a pessoa se sente obrigada a executar em resposta a uma obsessão. Mesmo acreditando que o comportamento ou pensamento repetitivo é ridículo ou sem sentido, o paciente se sente obrigado a agir, com medo de que algo ruim possa acometer a si ou algum dos seus familiares, ou simplesmente porque não seguir as ordens dadas pelas obsessões causa intenso mal-estar e ansiedade.


Quais as obsessões mais comuns?

  • De sujeira/contaminação: medo extremo que o próprio paciente ou outras pessoas possam se contaminar com "germes" ou outras coisas sujas ou nojentas.
  • De agressividade: pensamentos ou imagens recorrentes de estar se autoagredindo (se ferindo) ou ferindo alguém (conhecido ou desconhecido).
  • De exatidão, perfeccionismo ou simetria: necessidade de manter os objetos sempre no mesmo lugar, alinhados perfeitamente em ordem pré-determinada. A ausência dessa organização causa intensa ansiedade.
  • De checagem ou repetição: necessidade de checar várias vezes se uma tarefa foi executada corretamente ou repetir uma ação certo número de vezes.
  • De colecionismo: medo de se desfazer de objetos sem importância, pois acredita que pode precisar deles no futuro ou simplesmente não conseguir decidir se deve ou não jogá-los fora.
  • De religião/moralidade: preocupação extrema de estar cometendo algum pecado, ou estar fazendo algo moralmente incorreto.


Quais as compulsões mais comuns?

As compulsões muitas vezes servem para aliviar os pensamentos obsessivos, então podem ser atos ou pensamentos que sirvam para aliviar as obsessões. Os tipos mais comuns são:

  • De limpeza ou lavagem: o paciente realiza lavagens excessivas ou ritualizadas de alguma parte do corpo ou objeto.
  • De verificação ou checagem: verificar, repetidamente, portas, fechaduras, fogão. Checar se não se feriu ou se não feriu outras pessoas. Checar se não cometeu erros. Tentar assegurar-se, o tempo todo, de que nada de terrível vai acontecer.
  • De repetição: repetir diversas vezes a mesma atividade, como ligar e apagar a luz, sentar e levantar da cadeira, abrir e fechar a porta, entre outras.
  • De contagem: necessidade de contar os degraus da escada, as janelas dos prédios, os postes da rua; se o indivíduo perde a conta, ele pode precisar retornar e iniciar tudo de novo.
  • De simetria/ordenação: necessidade de fazer as coisas de uma forma ritualizada e rígida. O paciente pode demorar várias horas fazendo uma coisa que poderia ser feita em minutos, por necessidade de que as coisas saiam perfeitas.
  • Rituais mentais: necessidade de ter um "bom" pensamento para anular um "mau" pensamento. Contar ou repetir frases mentalmente ou rezar.


Como saber se a pessoa está doente?

Todos nós temos pequenas "manias" na vida. Gostamos de organizar nosso guarda-roupas de uma determinada maneira que torne nossa vida mais prática ou seguimos certas rotinas diárias na hora de fazer a higiene pessoal. Às vezes até nos distraímos numa estrada longa contando quantos carros de uma determinada marca passam por nós. Nada disso é preocupante ou constitui uma doença. Porém, quando determinada "mania" passa a ser muito constante, obedece a ordens mentais que consideramos inadequadas e nos traz um grande sofrimento, isso pode caracterizar o Transtorno Obsessivo Compulsivo.


O Transtorno Obsessivo Compulsivo é comum?

Estima-se hoje que cerca de 2,5% da população mundial seja portadora do TOC, porém essa porcentagem pode ser até maior, pois muitas pessoas têm medo ou vergonha de contar para a família ou para o médico que têm esses pensamentos e essas compulsões.


O TOC tem tratamento?

Sim, assim como outros transtornos mentais e emocionais, hoje existem disponíveis medicamentos utilizados no tratamento do TOC. Os principais são os medicamentos antidepressivos. Além dos medicamentos, psicoterapias específicas, principalmente a Terapia Comportamental Cognitiva, têm sido utilizadas com sucesso, associadas à medicação, no tratamento do TOC.

Para mais informações, consulte seu médico.

Narcolepsia

Como o sono influencia a saúde e a vida diária?
A qualidade do sono influencia muito nossa vida diária. Geralmente, a sonolência excessiva, sentida durante o dia, é reflexo de uma noite mal dormida ou de algum distúrbio de sono desconhecido pela pessoa. O sono é um processo orgânico vital para o corpo humano e, principalmente, para o funcionamento do sistema nervoso. Especialistas dizem que o ser humano precisa de um número de horas de sono mínimo diário, que varia entre os indivíduos, além de descanso físico e mental, para que o corpo realize vários processos metabólicos vitais. Estudos com pessoas privadas de sono mostram que o vigor físico, a resistência a doenças, a atenção, a coordenação motora e muitas outras atividades são seriamente prejudicadas.


O que é narcolepsia?
Muito se fala sobre o quanto a falta de sono prejudica a qualidade de vida, mas o oposto, o excesso de sono, também faz muito mal à saúde. A narcolepsia é um distúrbio neurológico caracterizado por um estado de sonolência quase contínua e por crises incontroláveis de sono durante o dia, que deixam o paciente em perigo durante a realização de tarefas comuns, como dirigir, cozinhar, etc. A sonolência excessiva diurna pode prejudicar a atenção, a concentração e o humor, trazendo consequências individuais, sociais e econômicas graves. Por ser pouco conhecida, os pacientes muitas vezes não procuram tratamento médico e são tachados de preguiçosos e dorminhocos.


Quais são os principais sintomas?
Os ataques de sono são irresistíveis e os períodos de cochilo breves, em geral associados a sonhos, sendo impossível permanecer acordado. Os pacientes sofrem também com baixa concentração de atenção; problemas de memória e sono noturno fragmentado com múltiplos despertares e pesadelos. 

Outros sintomas são:

  • Cataplexia: perda reversível e súbita do tônus da musculatura voluntária, desencadeada por um estímulo emocional ou pela lembrança de uma situação emocionalmente saliente, como riso ou susto
  • Paralisia do sono: episódio breve no qual não se consegue realizar qualquer movimento voluntário, apesar de ter plena consciência o tempo todo;
  • Alucinações hipnagógicas: geralmente acompanhadas por medo-terror.

Qual é a causa da doença?
Em 2001, descobriu-se que os pacientes com narcolepsia tinham déficit da Hipocretina, neurotransmissor do hipotálamo, que faz com que fiquemos acordados durante o dia.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico baseia-se principalmente na história clinica. Exames como polissonografia, teste da latência múltiplas do sono e o teste de manutenção da vigília são complementares, importantes para a confirmação do diagnóstico. Além do tratamento clínico, recomenda-se que os pacientes reservem períodos para cochilos voluntários durante o dia, o que reduzirá a sonolência diurna, além de evitarem exercer atividades de risco, como dirigir ou manipular equipamentos que exijam atenção contínua.

Quais são os principais tratamentos existentes hoje?
O paciente com esses sintomas deve consultar um neurologista. Hoje já existem tratamentos que não causam os efeitos colaterais das medicações comumente usadas por quem tem sono - anfetaminas e cafeínas (tomada no café) -, como irritabilidade e irritação gástrica, euforia, alterações de humor ou taquicardia.

Para mais informações, consulte seu médico.

Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)

O que é Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)?
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é caracterizada pelo ronco - tradução sonora que indica diminuição do espaço da via aérea superior durante a passagem do ar - e repetidas obstruções da via aérea superior. A obstrução ocorre pelo fechamento completo (apneia), parcial (hipopneia), esforço respiratório ou limitação ao fluxo aéreo. Trata-se de uma doença grave, que pode surgir desde a infância até a terceira idade, mas tem incidência maior nos homens, na faixa etária de 35 a 65 anos.

Quais são os principais sintomas?

A interrupção da ventilação provocada pela apneia ocasiona fragmentação do sono, com despertares breves (aumento da frequência do eletroencefalograma por um período de três a 15 segundos) e queda na saturação da oxihemoglobina. As consequências mais conhecidas e imediatas são sonolência e cansaço, comprometimento da capacidade de concentração e da memória, bem como aumento da irritabilidade. Mas, com o tempo, somam-se a esses fatores o estresse e o aumento dos riscos de doenças cardiovasculares e metabólicas, como hipertensão arterial, angina, infarto, derrame, diabetes, obesidade, AVC e obstruções vasculares periféricas.

Qual é a causa da doença?

A apneia pode ser causada por características anatômicas da via aérea superior como, por exemplo, redução da mandíbula, do maxilar e do queixo. Se este tipo de desarmonia crânio-facial se junta à obesidade, o risco aumenta bastante. Mas outros fatores podem determinar a ocorrência de apneia, como hipotireoidismo, certos hormônios e o refluxo gastroesofágico. Outra causa possível é a diminuição de calibre da faringe, quando a pessoa é obrigada a respirar pela boca, porque o nariz entope muito à noite, ou o relaxamento sob a ação da bebida alcoólica ingerida depois do entardecer.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com a presença de queixas clínicas e pelo exame do sono, a polissonografia (PSG), que consiste no registro simultâneo de atividades do organismo durante a noite, apontando a quantidade de apneias e hipopneias ocorridas e com isto indicando a gravidade da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).

Quais são os principais tratamentos existentes hoje?

O paciente com esses sintomas deve consultar um médico especialista em medicina do sono para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível e indicado o melhor tratamento. Hoje, já existem tratamentos muito eficientes, como o Continuous Positive Airway Pressure - CPAP (máscara ligada a um compressor de ar que elimina a obstrução da via aérea superior por meio de pressão positiva e melhora a oxigenação do sangue durante o sono) e os aparelhos intraorais, (placas usadas para bruxismo, que promovem o avanço da mandíbula e, por consequência, o aumento do espaço da via aérea superior). Se a pessoa, mesmo em tratamento, ainda sofrer sonolência residual, também há no mercado medicamentos para eliminar esse sintoma, inclusive sem causar os efeitos colaterais das medicações estimulantes comumente usadas por quem tem sonolência excessiva, como anfetaminas e cafeínas (tomadas no café), que causam irritabilidade e irritação gástrica, euforia, alterações de humor ou taquicardia.

Para mais informações, consulte seu médico.

Transtorno do Ritmo Circadiano Associado ao Trabalho em Turnos

O que é?

O transtorno do ritmo circadiano se caracteriza por um distúrbio do sono resultante do desajuste do ritmo de sono e da vigília (estado de alerta) do indivíduo com o ritmo ambiental (noite e dia), gerando prejuízo nas atividades sociais e de trabalho dos pacientes. Assim, no transtorno do ritmo circadiano associado ao trabalho em turnos, o ritmo biológico do indivíduo não é mesmo exigido pelo seu turno de trabalho devido a mudanças frequentes de turno ou trabalho no período em que o indivíduo normalmente estaria dormindo. A porcentagem da população afetada por esse tipo de problema depende de vários fatores, mas costuma ser maior em cidades grandes, onde há maior número de trabalhadores em turnos.


Consequências

A consequência direta da SED é o aumento da probabilidade de acidentes durante o turno de trabalho ou mesmo após este, por exemplo, ao voltar dirigindo o veículo até sua residência. Há uma queda no rendimento no trabalho e maior chance de erros em tomadas de decisões. Além disso, trabalhadores em turnos têm maior chance de terem úlceras gástricas, depressão, problemas na gravidez, problemas isquêmicos no coração e faltas no trabalho.


Para mais informações, consulte seu médico.

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