Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)
O que é Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)?
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é caracterizada pelo ronco - tradução sonora que indica diminuição do espaço da via aérea superior durante a passagem do ar - e repetidas obstruções da via aérea superior. A obstrução ocorre pelo fechamento completo (apneia), parcial (hipopneia), esforço respiratório ou limitação ao fluxo aéreo. Trata-se de uma doença grave, que pode surgir desde a infância até a terceira idade, mas tem incidência maior nos homens, na faixa etária de 35 a 65 anos.
Quais são os principais sintomas?
A interrupção da ventilação provocada pela apneia ocasiona fragmentação do sono, com despertares breves (aumento da frequência do eletroencefalograma por um período de três a 15 segundos) e queda na saturação da oxihemoglobina. As consequências mais conhecidas e imediatas são sonolência e cansaço, comprometimento da capacidade de concentração e da memória, bem como aumento da irritabilidade. Mas, com o tempo, somam-se a esses fatores o estresse e o aumento dos riscos de doenças cardiovasculares e metabólicas, como hipertensão arterial, angina, infarto, derrame, diabetes, obesidade, AVC e obstruções vasculares periféricas.
Qual é a causa da doença?
A apneia pode ser causada por características anatômicas da via aérea superior como, por exemplo, redução da mandíbula, do maxilar e do queixo. Se este tipo de desarmonia crânio-facial se junta à obesidade, o risco aumenta bastante. Mas outros fatores podem determinar a ocorrência de apneia, como hipotireoidismo, certos hormônios e o refluxo gastroesofágico. Outra causa possível é a diminuição de calibre da faringe, quando a pessoa é obrigada a respirar pela boca, porque o nariz entope muito à noite, ou o relaxamento sob a ação da bebida alcoólica ingerida depois do entardecer.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito com a presença de queixas clínicas e pelo exame do sono, a polissonografia (PSG), que consiste no registro simultâneo de atividades do organismo durante a noite, apontando a quantidade de apneias e hipopneias ocorridas e com isto indicando a gravidade da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).
Quais são os principais tratamentos existentes hoje?
O paciente com esses sintomas deve consultar um médico especialista em medicina do sono para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível e indicado o melhor tratamento. Hoje, já existem tratamentos muito eficientes, como o Continuous Positive Airway Pressure - CPAP (máscara ligada a um compressor de ar que elimina a obstrução da via aérea superior por meio de pressão positiva e melhora a oxigenação do sangue durante o sono) e os aparelhos intraorais, (placas usadas para bruxismo, que promovem o avanço da mandíbula e, por consequência, o aumento do espaço da via aérea superior). Se a pessoa, mesmo em tratamento, ainda sofrer sonolência residual, também há no mercado medicamentos para eliminar esse sintoma, inclusive sem causar os efeitos colaterais das medicações estimulantes comumente usadas por quem tem sonolência excessiva, como anfetaminas e cafeínas (tomadas no café), que causam irritabilidade e irritação gástrica, euforia, alterações de humor ou taquicardia.
Para mais informações, consulte seu médico.