Predisposição genética para câncer de pele é maior em ruivos e loiros

14 de Julio de 2016

Cientistas britânicos alertam que pessoas ruivas devem se expor ao sol com muita moderação. Isso porque acabaram de descobrir que eles têm o gene MC1R em dobro, o que os deixam em desvantagem mesmo na sombra. Essa variante os condiciona a uma prejuízo equivalente a 21 anos de exposição ao sol, o que implica em uma maior vulnerabilidade aos cânceres de pele.

Segundo o estudo, publicado pela revista britânica, Nature Communications, essas variantes do gene MC1R estão presentes também em não ruivos. A análise dos dados revelou que as pessoas com apenas uma cópia do tipo estudado têm um número muito maior de mutações cancerígenas que o resto da população. A pesquisa avançou ao mostrar que variantes do MC1R aumentam tanto as mutações espontâneas causadas pela luz ultravioleta quanto as que também estão relacionadas aos cânceres de pele, mas independem da exposição solar.

“Ela explica o motivo pelo qual os ruivos têm que ser tão cuidadosos com a proteção ao sol, mas também salienta que não são apenas essas pessoas que necessitam de cuidados. Os que tendem a se queimar com facilidade; que têm pele, cabelos ou olhos claros; ou que têm sardas também estão em maior risco de serem acometidos por cânceres de pele”, alertou Julie Sharp, chefe de Saúde e Informações aos Pacientes com Câncer Research UK.

A recomendação do Instituto nacional de Câncer (Inca) é de que as pessoas se protejam do câncer de pele mantendo protegidas do sol entre 10h e 16h, quando os raios são mais intensos no Brasil. O órgão estima que, neste ano, sejam diagnosticados no país quase 6 mil casos de melanona.

Fonte: Correio Braziliense

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