Como ajudar alguém que pensa em suicídio?

29 de setembro de 2021

Vontade de desistir de tudo, de sumir, recusa a fazer planos futuros, desânimo e apatia podem sinalizar uma tendência à ideação suicida. Mas como nós podemos ajudar pessoas que apresentam esses sinais?

Para começo de conversa, é preciso entender a diferença entre comportamento suicida e ideação suicida. O comportamento suicida é caracterizado pela tentativa de suicídio. Já a ideação suicida é caracterizada por pensamentos, vontades, palavras e até mesmo planos de suicídio – e é bem mais comum do que imaginamos.

Os índices crescentes e cada dia mais alarmantes de suicídios ao redor do mundo fazem com que campanhas como o Setembro Amarelo sejam ainda mais necessárias. Falar sobre o assunto é de suma importância, um passo essencial para que tanto o suicídio em si quanto os transtornos mentais deixem de ser um tabu e também para que mais pessoas possam ter acesso à ajuda.

Como ajudar quem pensa em suicídio?

Como ajudar?

1. Falar pode mudar tudo

Falar ajuda na reabilitação de transtornos mentais e mais ainda quando o assunto é suicídio. Não é à toa que existem tantas formas de terapia que são concentradas na partilha de sentimentos. Apesar do que muitas pessoas acham, segundo a OMS, falar sobre suicídio não aumenta o risco de alguém querer acabar com a própria vida, mas pode ajudar a identificar sinais de comportamentos suicidas e, então, procurar ajuda especializada.

2. Seja gentil

Todo mundo precisa se sentir amado e querido e ser gentil é uma premissa para um bom convívio social. Especialmente no caso de pessoas com depressão e tendências à ideação suicida, um contato que demonstre preocupação, carinho e empatia pode fazer toda a diferença em como a pessoa se sente, trazendo mais segurança e confiança para enfrentar os desafios e superar o momento desafiador.

3. Movimento

Um dos comportamentos característicos de pessoas suicidas é o isolamento social e o abandono das atividades das quais sentiam prazer. Incentivar essas pessoas a continuar com suas rotinas, se dedicando às coisas que gostam, a experimentar novos lugares, atividades e momentos também pode ajudar.

4. Ajuda especializada

Ajudar pessoas nessas condições nem sempre é fácil e é preciso tomar cuidado para não ultrapassar nossos próprios limites. Pense só, quando uma pessoa é internada para cuidar da saúde mental, existe toda uma equipe de apoio: psicólogos, terapeutas, nutricionistas, psiquiatras, enfermeiros e muito mais. Olhando por esse lado, é humanamente impossível desempenhar todos estes papéis sozinho, por mais bem intencionado que você seja, não é mesmo?

Por isso é de suma importância incentivar a procura por ajuda especializada. Profissionais qualificados estão preparados para ajudar da melhor forma durante este período e, muitas vezes, são parceiros fundamentais para o tratamento de transtornos mentais e do comportamento suicida.

5. Deixe o julgamento de lado

Muitas vezes estamos convictos de que nossa forma de pensar é a mais correta e mais saudável e soltamos frases como: “depressão é coisa de preguiçoso”. Para ajudar uma pessoa que possua qualquer transtorno mental (e ele não precisa nem beirar o comportamento suicida) é preciso respeito, empatia e compaixão. O julgamento e a crítica podem intensificar, e muito, as dores emocionais de uma pessoa que está precisando de ajuda.

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