Como agir com a flexibilização do isolamento?

16 de dezembro de 2021

O final de ano está chegando, bem como as comemorações, e tentar voltar ao “normal” depois de quase dois anos de confinamento para muitos pode ser um alívio, enquanto para outros é um desafio extra. A ansiedade bate forte na hora de sair de casa, mas uma coisa é fato: com a flexibilização do isolamento social, a abertura de bares, cinemas, parques e outros, tem bastante gente correndo atrás do tempo perdido e, nessas horas, a famosa FOMO (fear of missing out) pode chegar para agravar os sintomas dessa ansiedade e também da coronafobia, fenômeno crescente durante a pandemia de coronavírus.

Coronafobia
Os longos períodos de isolamento foram uma medida de prevenção contra o coronavírus. Contudo, essa condição criou um crescente número de casos de coronafobia na população mundial: fatores como estresse, mediante os eventos catastróficos, medo do contágio, morte de pessoas conhecidas, incertezas financeiras, sociais e outros, foram agravantes para o desencadeamento desse transtorno em muitas pessoas.

A coronafobia pode ser definida como medo de contrair covid-19, levando à preocupação excessiva com sintomas corporais, estresse significativo relacionado a perdas pessoais e ocupacionais, além de comportamentos de busca por reasseguramento e segurança ou evitação de locais ou situações públicas, levando a prejuízo importante de sua funcionalidade – conhecer pessoas, sair de casa, viajar, ler notícias, adoecer ou trabalhar fora podem parecer atividades extremamente desconfortáveis e assustadoras.

Diante disso, a coronafobia é um enorme desafio para o momento atual, em que estamos, pouco a pouco, retomando algumas atividades que ficaram em stand by durante o isolamento social. Sendo assim, atividades simples, como praticar exercícios fora de casa ou até mesmo ir para o trabalho, se tornam pesarosas e difíceis de executar. E como lidar com essa condição?

Não existe uma receita pronta de como lidar com essa situação. Até porque, até mesmo os especialistas e estudiosos das áreas de psicologia e psiquiatria estão, pela primeira vez, lidando com os efeitos de uma situação de pandemia e de pós-pandemia. Dessa forma, separamos algumas dicas básicas que podem ajudar a amenizar a ansiedade nesse momento de “voltar à ativa”.

familia

Converse sobre isso
Nesse momento, receber um milhão de convites para sair e se divertir – e ainda por cima ter que recusá-los – pode ser um fator hiper estressante e agravante da ansiedade. Mas seus familiares e amigos podem não saber como você se sente. Por isso, converse sobre e compartilhe seus sentimentos. De repente você pode ter uma resposta empática que te fortaleça e te ajude a superar esse momento ou até mesmo descolar uma programação que seja mais confortável para você.

Dê uma desconectada e vá fazer algo que te faça bem!
É importante reconhecer os gatilhos que podem causar ansiedade. Quando falamos de FOMO, é bacana dar uma desconectada das redes sociais e respeitar a escolha que você, seu corpo e seu emocional estão fazendo de ficar em casa. Afinal, de nada adianta abrir mão de sair para ficar em casa sofrendo por não ter saído, não é mesmo? O que importa, de verdade, nesses casos, é ficar bem. Então, por que não deixar os Stories de lado e mergulhar em alguma atividade que te faça feliz, mesmo que em casa?

Procure ajuda
Também é um desafio diferenciar a ansiedade natural (comum a todos os seres humanos) da ansiedade exagerada. Quando a ansiedade passa a ser patológica, ela começa a prejudicar o dia a dia, causando transtornos físicos e psicológicos. Por exemplo, quando a pessoa deixa de realizar tarefas rotineiras, falta a compromissos e quando a angústia começa a refletir fisicamente sobre seu corpo, a ansiedade é caracterizada como um transtorno mental. Mas uma coisa é certa: se existe alguma situação que está te causando um sofrimento emocional, é preciso buscar ajuda. E principalmente depois de tudo o que passamos enquanto sociedade no mundo todo, não é nada extraordinário reconhecer que precisamos de ajuda para seguir em frente. Ninguém está sozinho nessa situação, estamos todos tendo que lidar com esse enfrentamento e, para que isso seja mais fácil, é importante encontrar pontos de apoio: profissionais da área de saúde mental, familiares, amigos e outros.

 

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