Depressão na terceira idade

21 de dezembro de 2020

O envelhecimento é uma realidade que, provavelmente, acontecerá para todos nós. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a terceira idade está ocupando cada vez mais espaço na pirâmide etária da população brasileira que, hoje, com os avanços tecnológicos e a melhora na qualidade de vida, tem uma expectativa de vida cada vez mais alta. O crescimento progressivo da população idosa é uma característica que nos faz pensar sobre como queremos envelhecer e também sobre como estão os idosos do nosso convívio.

A depressão é um transtorno que atinge todas as faixas etárias. Contudo, na terceira idade o problema pode pedir uma tratativa diferente. Teoricamente, a terceira idade é a época de aproveitar a vida de forma mais livre e tranquila mas, para algumas pessoas, a realidade é diferente: a perda de autonomia, de amigos e do(a) parceiro(a), a distância dos familiares e o declínio das funções físicas, sexuais e cognitivas podem ser gatilhos que levam os idosos a perderem a vontade de viver e, consequentemente, ao suicídio. Para prevenir e combater estes sintomas, a proximidade dos familiares, o suporte emocional e o acompanhamento médico são fatores essenciais.

Sintomas
Perda de apetite: a dificuldade de ingerir alimentos não faz parte de um envelhecimento saudável.

Insônia: não dormir compromete a saúde como um todo. A insônia pode ser um sinal de ansiedade e depressão.

Reclusão: o isolamento pode ser um fator agravante e indicativo da depressão. Por isso, é de suma importância que os familiares e pessoas próximas estejam atentos.

Ao reconhecer algum destes sintomas, procure um especialista. A depressão, quando não tratada, pode piorar de forma significativa o quadro funcional do idoso, diminuindo sua capacidade e independência, e também piorando a memória, o que implica numa má qualidade de vida.

Como prevenir?
Para evitar que a depressão na terceira idade ou a depressão pós-aposentadoria aconteçam, é preciso adotar medidas preventivas que compreendem mudanças de hábitos simples como, por exemplo:

Planejamento
A preparação financeira, física e psicológica devem começar antes da chegada da velhice e antes da aposentadoria. Ter tranquilidade nesses aspectos é fundamental para que a nova rotina seja descoberta de forma mais leve.

Hobbies e atividades físicas
Começar a ocupar e experimentar o tempo com atividades divertidas e que trazem o bem-estar é fundamental para que a rotina se torne mais prazerosa.

Relacionamentos
Amigos, familiares, vizinhos: o que importa é interagir! Neste momento, ter boas relações sociais é fundamental para a saúde mental do idoso.

Alimentação saudável
A alimentação saudável não só garante um bom funcionamento geral do organismo, mas também um bom funcionamento da mente.

Depressão pós-aposentadoria
Apesar de muito esperado, o momento da aposentadoria gera uma série de mudanças na rotina dos idosos. O excesso de tempo livre e a desaceleração do ritmo do dia a dia podem ter resultados impactantes na saúde emocional da pessoa e, por isso, é muito importante que haja um trabalho de planejamento emocional e financeiro que, de certa forma, prepara o terreno para a chegada da aposentadoria.

O cuidado com o próprio envelhecimento e com as pessoas idosas que nos cercam é muito importante. Esteja atento aos sinais que podem ser indicativos de algum transtorno mental e, caso haja persistência, procure um profissional, tenha empatia e ofereça acolhimento . Afinal, a terceira idade também pode ser maravilhosa!

 

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