Como controlar o excesso de informações

17 de março de 2021

O consumo excessivo de informações é uma realidade para todos que vivem o século 21. A era da globalização diluiu os limites da comunicação e a informação circula, hoje em dia, de maneira veloz e por meio de diferentes e múltiplos veículos. Mas até que ponto essa quantidade enorme e incessante de estímulos não é prejudicial à saúde?

Hoje, por conta da situação de pandemia por covid-19, do isolamento social e dos avanços da tecnologia, muito se discute sobre os termos infodemia e infoxicação. O primeiro termo diz respeito a uma epidemia de informações que tem como sintoma e consequência o segundo termo, a intoxicação pela informação. Ambos são conceitos importantes quando falamos sobre saúde mental nos dias atuais.

Dicas para controlar o excesso de informação no dia a dia

O excesso de informação pode ser um fator desencadeador e agravador de transtornos mentais como ansiedade e depressão e também de sintomas como exaustão, fadiga, sensação de incapacidade e de sobrecarga emocional. Isso sem falar do medo e da incerteza que podem ser causados pelo contexto de pandemia (trazidos pelas dúvidas relacionadas a um assunto tão novo, falta de qualidade dos conteúdos veiculados e ainda pela quantidade de informações falsas sendo compartilhadas).

Informação e saúde mental
A ideia de informação pressupõe tudo aquilo que reduz a incerteza. No contexto atual e globalizado, a maioria das pessoas têm acesso à internet e às mídias sociais, o que tornou a produção e o acesso à informação mais possíveis. Dessa forma, não há um controle sobre a criação e o compartilhamento dos conteúdos produzidos ao redor do mundo, o que faz com que haja uma dificuldade de encontrar informações confiáveis e que, de fato, cumpram a função de eliminar as incertezas – o que também colabora para gerar mais ansiedade, principalmente em tempos de pandemia.

A isso soma-se a sobrecarga ou a chamada síndrome da fadiga de informação, um estado de exaustão emocional decorrente do excesso de estímulos e de informação. Além da quantidade, a qualidade das informações também é importante: notícias sobre situações que fogem do nosso controle podem gerar sentimentos de frustração, baixa autoestima e de insuficiência.

Como prevenir os desconfortos gerados pela sobrecarga informativa e controlar os excessos? Confira nossas dicas:

Seja seletivo
Quer saber sobre algum assunto? Procure por conteúdos informativos que foram produzidos por pessoas ou empresas que são referência no assunto. Por exemplo, se você procura informações sobre a pandemia, acesse o site do Ministério da Saúde, da Organização Mundial de Saúde ou da Organização Pan-Americana de Saúde.

Organize seu tempo
Existe hora para tudo: hora de almoçar, hora de assistir TV, hora de conversar com os amigos etc. – procure respeitar os momentos destinados para cada coisa. Se consumir informação for importante para você, reserve um tempo para fazer um curso, estudar ou pesquisar o assunto do seu interesse. Se você é uma pessoa que passa muito tempo conectada às redes sociais, repense esse hábito. Reduzir o tempo logado nas redes pode ser uma ótima dica para reduzir a quantidade de informações acessadas no dia.

Reduza os ruídos
Desative as notificações, os pushes e os alertas de aplicativos. Essa prática, além de ajudar a ter mais foco nas tarefas que precisam ser executadas, ainda reduz pequenos gatilhos que podem gerar ansiedade.

Permita-se ser improdutivo
Hoje em dia, nosso tempo livre, cujo objetivo era desfrutar do ócio e lazer, é preenchido por horas a fio com os smartphones, smart TVs e outros dispositivos. Momentos para não fazer nada são precisos e preciosos, afinal o nosso cérebro também precisa descansar!

Referências

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MARSHAL, Leandro. A sociedade da hipercomunicação [internet]. Observatório da Imprensa – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo. 2014 [acesso em 21 fev 2021]. Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/diretorio-academico/_ed791_a_sociedade_da_hipercomunicacao/

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