O que é Comunicação Não Violenta?

30 de março de 2021

A Comunicação Não Violenta é um método criado e desenvolvido pelo psicólogo Marshall Rosenberg que reúne ferramentas a fim de promover uma comunicação mais empática e humanizada nos relacionamentos sociais, corporativos e pessoais. Muito utilizada para a resolução de conflitos em ambientes como escolas e empresas, a Comunicação Não Violenta (CNV) é uma estratégia para estimular a construção de relacionamentos mais saudáveis através de uma comunicação compassiva e consciente.

O que é Comunicação Não Violenta

A Comunicação Não Violenta
A comunicação é fundamental para estabelecer relações e, ainda mais, atribuir sentido a elas. Para pensarmos a CNV, o primeiro passo é entender a comunicação como algo essencial e não somente um instrumento para criar interações humanas. A partir do entendimento de que comunicar é expressar sentimentos e necessidades a partir da fala e, para que esse processo aconteça de maneira a não só suprir, mas também conciliar os desejos dos envolvidos, surgiram as ferramentas de CNV.

Para estimular a cooperação e o respeito e despertar a consciência, a CNV pode ser utilizada tanto no processo de autoconhecimento quanto em relacionamentos pessoais, sociais e em ambientes institucionalizados. A partir da observação, dos sentimentos, do reconhecimento das necessidades pessoais e dos outros, da transparência e da assertividade na comunicação é possível construir relações sem preconceitos e mais compassivas.

Como aplicar as ferramentas de CNV no dia a dia
Não é preciso ser um especialista para pelo menos tentar uma comunicação menos agressiva com as pessoas ao nosso redor. E também não é segredo que a qualidade dos nossos relacionamentos é fundamental para que tenhamos saúde mental e emocional. Por isso, separamos algumas dicas de como aplicar as ferramentas da Comunicação Não Violenta em pequenas práticas do dia a dia para promover interações mais saudáveis. Confira:

Evite rotular: julgamentos e preconceitos são, na maioria das vezes, gatilhos para a violência – mesmo que na comunicação. Procure entender que existem diferentes concepções a respeito do que é certo e do que é errado e não use palavras que moralizam o comportamento e as atitudes dos outros.

Não se compare: comparar-se a outras pessoas é injusto e, de certa forma, invalida uma série de processos que são particulares da história de cada um. Comparações físicas, de estilo de vida e até mesmo de realizações pessoais trazem sentimentos negativos e dificultam a autoaceitação. Vale se atentar para o fato de que o reforço positivo pode, inclusive, gerar esses tipos de comparações tanto nas escolas, quanto em empresas e relações pessoais.

Expor é diferente de impor: ao se comunicar, procure não impor suas ideias e desejos. Exigências podem criar modos de comunicação hierárquicos e uma série de desconfortos nas relações.

Assuma suas responsabilidades: evite uma comunicação vaga e impessoal. Assuma as responsabilidades sob seus pensamentos, sentimentos e palavras, e procure não se justificar a partir de impulsos incontroláveis.

 

Referências bibliográficas
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ROSENBERG, Marshall B. Comunicação Não-Violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais [internet]. [Tradução Mário Vilela] – São Paulo : Ágora, 2006 [acesso em 25 fev 2021]. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=2HGf_-uVBEQC&oi=fnd&pg=PA13&dq=comunica%C3%A7%C3%A3o+n%C3%A3o+violenta&ots=jVEuqIvtfl&sig=Mt7aXjbAXrVu8VZWHTlZRlz1Vac#v=onepage&q=comunica%C3%A7%C3%A3o%20n%C3%A3o%20violenta&f=false

MARTINOT, Annegret F.,  FIELDER, José C. B. do Prado. A importância da CNV – Comunicação Não Violenta na realização do processo de autoconhecimento [internet]. Revista Educação v.11, n.1. 2016 [acesso em 25 fev 2021]. Disponível em: http://revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/2174/1699

ROCHA, Caroline R. Manual de Comunicação Não Violenta para organizações [internet]. 2017 [acesso em 26 fev 2021]. Disponível em: https://bdm.unb.br/handle/10483/19734

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