Saúde mental: frases preconceituosas que todo mundo já ouviu

08 de dezembro de 2020

Os problemas como depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático e outros podem parecer muito simples de lidar e resolver para quem está observando de fora. Contudo, esses distúrbios causam grande sofrimento para quem os possui e a tratativa das pessoas que estão ao redor faz – sim! – toda a diferença.

Abandone frases preconceituosas!
Tentar simplificar as coisas pode dificultá-las ainda mais e também pode soar como se você estivesse diminuindo a dor da pessoa que sofre com os transtornos. Ofereça apoio, procure agir com empatia e compreensão e evitar frases preconceituosas como:

“Na minha época, depressão não existia!”
O diagnóstico já mudou e evoluiu muito. Agora, as pessoas têm mais informações sobre o assunto e a detecção fica mais fácil, por isso o aumento do número de casos.

“Falta força de vontade para você superar isso!”
Colocar a culpa do transtorno no paciente não ajuda em nada. Muito pelo contrário, a pessoa pode se sentir ainda pior, num ciclo que se retroalimenta.

“Se você ocupar a cabeça, isso passa.”
Fazer atividades pode ajudar. Mas não é tão simples assim: deixar de pensar no problema não o resolve.

“Bullying? Eu estava só brincando!”
Vamos partir de um princípio básico: se ofender, machucar ou diminuir o outro, não é engraçado. O que pode parecer uma simples brincadeira para você, pode deixar marcas profundas em quem é alvo dela.

“Isso aí é mania de doença.”
A preocupação exagerada com a saúde ou o medo constante de ficar doente não é um capricho. Esses podem ser sinais de algum distúrbio mental que merece empatia, atenção e respeito.

“Depressão? Desculpa para não trabalhar, isso sim!”
Depressão, na verdade, tem pouquíssimo a ver com força de vontade ou preguiça. Evite tirar conclusões precipitadas sobre quem está sofrendo com alterações emocionais e procure estabelecer um vínculo saudável e construtivo com essa pessoa.

O cuidado na fala
Agora que você já sabe o que não dizer para pessoas que sofrem com transtornos mentais , que tal fazer diferente?

O cuidado com a fala é sinal de que você se importa. Para quem fala, pode parecer somente uma brincadeira, mas para quem ouve e já está sensibilizado com os sintomas e os resultados de conviver com algum transtorno mental, não. Por isso, seja gentil, atencioso e empático – e não se esqueça: falar pode mudar tudo!

Compartilhe