Terapia e o protagonismo do paciente

05 de outubro de 2021

Existem muitos mitos e crenças que reforçam um tabu acerca do que é um tratamento psicológico. Contudo, ele nada mais é do que a atenção e o tratamento de dores emocionais e outros sentimentos, emoções, comportamentos e pensamentos que trazem alguma forma de sofrimento ao indivíduo, através da terapia ou psicoterapia.

A terapia no tratamento psicológico
A psicologia nasceu como um estudo experimental do campo autoconsciente, em 1879, na Alemanha. De lá pra cá, de Freud a Foucault, foram inúmeros os estudiosos que se dedicaram a desvendar os mistérios da mente humana a fim de trazer maior qualidade de vida e bem-estar para pessoas que sofriam com transtornos mentais.

Dessa forma, as linhas de atuação e perspectivas são diversas e, hoje, é possível encontrar tantos tipos de terapia que é quase impossível que não exista uma que funcione para cada indivíduo que deseja buscar ajuda. Por meio de técnicas verbais ou não verbais, a terapia é um processo de compreensão de si e de reconciliação com suas próprias emoções, é um lugar para lapidar-se e de fato experimentar mais consciência para a vida.

terapia

Psicologia clínica vs. psicoterapia
Entre uma enorme variedade de opções para quem quer se tratar, está a psicologia clínica, que busca compreender e estudar processos mentais, bem como suas causas e manifestações no que diz respeito ao comportamento do indivíduo. Dessa forma, é possível trazer não só distúrbios de ordem emocional, mas também desejos de autoconhecimento ou também somente a busca por uma melhor qualidade de vida.

Assim, a psicoterapia se desdobra durante a psicologia clínica: num processo construído pelo profissional e o paciente através das trocas (fala e escuta) com o intuito de aliviar sofrimentos emocionais e oferecer mais bem-estar para o dia a dia do indivíduo em tratamento. Para isso, existem alguns formatos:

  • Terapia individual: com certeza você já viu algum filme em que alguém estava no psicólogo, sentado em um divã, devaneando sobre a vida. A terapia tradicional (individual) é mais ou menos por aí – só que não precisa, necessariamente, de um divã, é uma troca entre paciente e profissional.
  • Terapia em grupo: grupos de duas ou mais pessoas que se juntam para tratar questões em comum. Neste método, as interações entre os pacientes fazem parte do tratamento.
  • Terapia institucional: realizadas em presídios, hospitais e clínicas psiquiátricas com o intuito de reabilitar socialmente pacientes psiquiátricos.

O protagonismo do paciente
O protagonismo do paciente no tratamento terapêutico pode promover resultados clínicos mais satisfatórios e melhor  qualidade de vida para quem está sendo tratado. Isso se dá porque terapias que levam em conta as particularidades e singularidades dos indivíduos têm melhor adesão, pois se estendem para diversas áreas da vida do paciente, e costumam durar mais.

A interação entre paciente e profissional acontece, sob a luz do protagonismo do paciente, de forma a criar um canal de verbalização dos sentimentos. A referência do paciente passa a ser seu próprio histórico e ele acaba desenvolvendo um espaço confortável para compreender seus processos emocionais a partir de sua leitura dos acontecimentos, com a ajuda do profissional.

Fazer terapia? Por quê?
Logo no início desta matéria falamos sobre os tabus que envolvem o processo terapêutico. A verdade é que não é preciso estar doente para buscar a terapia e que nem sempre precisamos de ajuda para desenrolar questões emocionais. Mas a psicologia é uma ciência e também um método que pode nos ajudar a atingir questões que colaboram – e muito! – para uma melhor qualidade de vida e saúde mental. E outra: já passou da época de taxarmos a terapia como “coisa de gente louca”, não é mesmo?

Precisa de ajuda?
Procure as unidades mais próximas de você e encontre atendimento psicológico gratuito:

CAPS – Centro de Atenção Psicossocial

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