Ar-condicionado faz mal? Depende. Veja dicas para evitar problemas

04 de janeiro de 2016

Apesar de os colegas de trabalho afirmarem que o ar-condicionado é o responsável por todos os males como gripes, resfriados e alergias no ambiente de trabalho, temos que lembrar que o equipamento em si, não é um vilão para o corpo.

Sem dúvida, a engenhoca dá uma grande ajuda para driblar o calor excessivo. O problema é que, para diminuir a temperatura, ele suga o ar do ambiente e retira umidade. E a umidade baixa causa uma série de incômodos. O ideal é, ao ligar o aparelho, aumentar a oferta de água no cômodo, o que não acontece na maioria das vezes. Com o ar seco, as vias aéreas ficam prejudicadas e irritadas. Para ficar confortável, a umidade do ar deve permanecer entre 50 e 60%.

Fora a secura, a boa conservação desse eletrodoméstico é importante. É que, sem limpeza regular, o filtro acumula partículas de poluentes, além de fungos e bactérias. Com o tempo, a qualidade do ar interno chega a ficar pior do que a da rua. Em escritórios, por exemplo, a pouca manutenção do equipamento contribui para a proliferação de vírus como o da gripe, já que a transmissão se intensifica em ambientes fechados. É a chamada síndrome do edifício doente, quando infecções respiratórias são propagadas entre colegas de trabalho por causa do ar contaminado.

Por falar em alergia, quem sofre com ela, aliás, precisa ficar mais atento aos efeitos de tanta refrescância na atmosfera. Além dos problemas da umidade e da manutenção, o choque térmico de transitar do calorão para o local climatizado costuma desencadear uma crise em quem sofre com rinite, bronquite etc. Quando o nível do termômetro despenca, um mecanismo conhecido como reflexo colinérgico é acionado como uma espécie de reação de defesa. Essa resposta ao frio repentino provoca espirros, congestão nasal e tosse.

Não ficar prostrado na frente da saída de ar já ameniza a situação. Outras medidas bem fáceis de adotar possibilitam que você alivie o suadouro sem que nenhuma encrenca dê as caras.

Dicas para se livrar dos problemas do ar-condicionado

– Use um hidratante e higienizador nasal sempre que sentir que o nariz está ressecado. Há várias soluções no mercado a base de cloreto de sódio 0,9%, sem conservantes, ou em gel. Se tiver dúvidas, consulte um especialista.

– Hidrate-se e proteja-se contra o frio. E, se você dorme com o ar ligado, melhor maneirar. Se ele funciona durante várias horas, a recomendação é não deixar a temperatura muito baixa para que as mucosas não ressequem ainda mais. Mais uma vez vale utilizar o soro fisiológico antes de cair na cama e deixar um copo d’água por perto para bebericar entre os intervalos do sono.

– Ao acordar, abra as janelas. Afinal, é indispensável que os espaços da casa estejam sempre arejados, não importa quão limpo o filtro do ar-condicionado esteja. E isso também é válido para o carro e, se for possível, no escritório, ainda que por pouco tempo.

– Higienizar corretamente o equipamento não é essencial só para a saúde, mas para que o sistema de refrigeração funcione bem, diminuindo o gasto energético. A conta de luz diminui, o planeta agradece e seu corpo, agora refrescado, também.

– O aparelho dos veículos requer uma série de atenções especiais. O filtro precisa ser trocado em média a cada seis meses se você mora em grandes centros urbanos ou perto de zonas industriais. Não fique com as janelas fechadas por longos períodos – uma fresta aberta é sempre bem-vinda para renovar o ar.

Fonte: com informações da revista Saúde

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