Atrofia vaginal na sexualidade da mulher

02 de setembro de 2021

Sempre presente em todas as fases da vida, a sexualidade feminina tem características complexas, constantemente influenciadas por uma série de fatores, como a sociedade, a economia e, até mesmo, a religião. Para muitos estudiosos da área, a sexualidade não se limita às relações sexuais: outros fatores relacionados são o meio social, comportamentos, pré-disposições. 1

Por conta disso, é muito normal que apareçam muitas queixas entre as mulheres em relação à sua vida sexual. Só no Brasil, as queixas sexuais são relatadas por quase metade da população feminina.2

Durante o climatério, como é chamado o período de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva da vida da mulher, as pacientes ficam mais suscetíveis a disfunções sexuais por conta das alterações hormonais que acontecem nessa época, que geram mudanças no sistema nervoso central e nos órgãos genitais.3

Saúde da mulher

Fonte: Adaptado de Abdo et al., 2004.

O climatério tem seu final marcado pela menopausa (última menstruação da vida da mulher) e pela consequente queda do estrogênio – um importante hormônio feminino.4 A queda desse hormônio pode representar algumas alterações na vagina, deixando a pele do local mais fina e com tendência ao ressecamento.

Sintomas de secura, queimação e irritação vulvovaginal tendem a aparecer nessa época, bem como diminuição da lubrificação, desconforto e dor durante as relações sexuais – responsáveis por mais da metade das queixas de disfunção sexual feminina .7

Mudanças no climatério

Fonte: adaptado de The North American Menopause Society, 2013.6

O conjunto desses sinais e sintomas fazem parte da Síndrome Geniturinária da Menopausa, patologia que atinge grande parte das mulheres na pós-menopausa, impactando de forma negativa em sua qualidade de vida sexual.5 Estudos revelam que 62% das mulheres com atrofia genital evitam a intimidade, 58% fazem menos sexo, 35% adiam a relação sexual e 23% excluem o sexo de suas vidas. A preocupação com o futuro da vida sexual, perda da autoconfiança como parceira sexual e sentimento de que o corpo “não funciona mais como antes” são frequentes entre mulheres que sentem algum tipo de desconforto vaginal.8

sintomas da atrofia vulvovaginal

Fonte: adaptado de Kingsberg et al., 2013.

Sabendo que a saúde sexual feminina é um dos pilares da qualidade de vida das mulheres, é muito importante que você esteja atenta aos sintomas e visite um ginecologista regularmente.

Para a síndrome geniturinária, os hidratantes vaginais de longa ação são excelentes para o alívio rápido dos sintomas. Além reidratarem, mantém a integridade, a flexibilidade e elasticidade da vagina. Também são ótimas opções para reduzir atrito e desconforto durante o sexo com penetração.9,10

Belamy é o gel hidratante que possui fórmula exclusiva promovendo a hidratação da mucosa vaginal, indicado para ser usado regularmente, mantendo a sensação de hidratação e promovendo o alívio do ressecamento vaginal. Promove sensação de conforto e diminui a dor e o desconforto na relação sexual. Além disso, a combinação dos componentes mantém o pH e o odor vaginal sob controle, não arde e não escorre.11

Saiba mais sobre o produto clicando aqui e lembre-se sempre: mantenha seus exames em dia e consulte um médico especialista caso você tenha algum sintoma.

1. Crema IL, de Tilio R, Campos MTA. Repercussões da Menopausa para a Sexualidade de Idosas: Revisão Integrativa da Literatura. Psicol., Ciênc. Prof. 2017;37 (3):753-769.

2. Abdo CH, Oliveira WM Jr, Moreira ED Jr, Fittipaldi JA. Prevalence of sexual dysfunctions and correlated conditions in a sample of Brazilian women–results of the Brazilian study on sexual behavior (BSSB). Int J Impot Res. 2004;16(2):160-166.

3. Goldstein I, Traish A, Kim N, Munarriz R. The role of sex steroid hormones in female sexual function and dysfunction. Clin Obstet Gynecol. 2004;47(2):471-484.

4. Lima SMRR. Menopausa – O que você precisa saber: Abordagem prática e atual do período do climatério. São Paulo: Editora Atheneu,2009.

5. Portman DJ, Gass ML. Genitourinary syndrome of menopause: new terminology for vulvovaginal atrophy from the International Society for the Study of Women’s Sexual Health and the North American Menopause Society. Menopause. 2014;21(10):1063-8.

6. The NAMS 2017 Hormone Therapy Position Statement Advisory Panel. The 2017 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society. Menopause. 2017;24(7):728-753.

7. Kingsberg SA, Wysocki S, Magnus L, Krychman ML. Vulvar and vaginal atrophy in postmenopausal women: findings from the REVIVE (REal Women’s Views of Treatment Options for Menopausal Vaginal Changes) survey. J Sex Med. 2013;10(7):1790-9.

8. Nappi RE, Kingsberg S, Maamari R, et al. The CLOSER (CLarifying Vaginal Atrophy’s Impact On SEx and Relationships) survey: implications of vaginal discomfort in postmenopausal women and in male partners. J Sex Med. 2013;10(9):2232-41.

9. Faubion SS, Larkin LC, Stuenkel CA, et al. Management of genitourinary syndrome of menopause in women with or at high risk for breast cancer: consensus recommendations from The North American Menopause Society and The International Society for the Study of Women’s Sexual Health. Menopause. 2018;25(6):596-608.

10. Sinha A, Ewies AA. Non-hormonal topical treatment of vulvovaginal atrophy: an up-to-date overview. 2013;16(3):305-12.

11. Data on file. Avaliação de aceitabilidade, sob uso em condições reais e um hidratante vaginal indicado para mulheres com ressecamento vaginal; 2018.

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