Automedicação na quarentena: riscos e cuidados

24 de julho de 2020

A automedicação é vista como uma solução rápida para o alívio de alguns sintomas ou dores leves. Contudo, o uso incorreto de medicamentos pode acarretar sérias consequências aos pacientes que se automedicam, que vão desde o agravamento de uma doença (visto que o uso de remédios pode esconder sintomas) até alergias e dependências químicas.

Automedicação na quarentena: riscos e cuidados necessários

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) no ano passado relatou que 77% dos brasileiros têm o hábito de se automedicar. Estima-se que, com a quarentena por Covid-19, esse número tenda a aumentar significativamente por conta do isolamento social e da sobrecarga nos sistemas de saúde pública.

Riscos da automedicação
Dores de cabeça, enxaquecas crônicas, alergias e outros problemas que se apresentam de forma recorrente são frequentemente resolvidos com automedicação. Isso porque são tratados com remédios presentes na nossa rotina e porque, geralmente, é necessária uma solução prática, simples e rápida para combater determinado incômodo.

Apesar da aparente facilidade de se automedicar, deve-se ter sempre atenção com o uso de remédios, principalmente em tempos de pandemia. Os riscos da automedicação por si só já são grandes: alergias, dependência química e o encobrimento de sintomas que podem indicar o avanço ou a presença de doenças – este último, ainda, inserido num contexto de pandemia, pode acarretar sérias consequências.

Automedicação na quarentena: riscos e cuidados necessários

Outros dois perigos relacionados à automedicação são o uso incorreto do medicamento, com irregularidades na posologia que podem afetar os seus efeitos no organismo, e também a interação entre medicamentos, um fator a qual poucas pessoas se atentam na hora de se automedicar. Isso sem falar nos efeitos colaterais!

Se o remédio for antibiótico, o cuidado deve ser redobrado porque o uso abusivo ou incorreto destes produtos pode induzir ao aumento da resistência dos mesmos microrganismos que o medicamento está tentando combater.

Cuidados necessários
É função do médico diagnosticar doenças, identificar sintomas e, a partir disso, indicar o melhor medicamento e dosagem para cada caso, a fim de promover a melhora da saúde e o bem-estar. Sendo assim, se você tem algum problema crônico ou sintoma de qualquer doença, procure um médico especialista. O maior cuidado com a automedicação é não fazê-la e compreender todos os riscos à saúde que essa prática envolve.

Data da publicação: 24/07/2020
Data da revisão: 09/09/2020

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