Doenças cardíacas e diabetes, você conhece a relação?

20 de novembro de 2018

Conviver com o diabetes faz parte da rotina de mais de 14 milhões de brasileiros, segundo a Federação Internacional do Diabetes (IDF). O dado coloca o Brasil em 4º lugar no ranking dos países com maior incidência e as projeções para o futuro mostram um aumento expressivo: até 2040, pelo menos 23 milhões de pessoas terão a doença. A boa notícia é que esses novos casos podem ser prevenidos, já que 90% deles trata-se do tipo 2.

Diabetes tipo 1 x Diabetes tipo 2 

Quando falamos do diabetes tipo 1, estamos falando de uma doença de causas autoimunes. Já o tipo 2 está diretamente associado aos hábitos alimentares, sedentarismo e obesidade. “O fator genético também conta, mas não é o único determinante. É uma doença complexa, que surge devido à combinação de diversos fatores”, afirma o endocrinologista Alexander Benchimol, pesquisador da PUC-RJ. Uma vez instalada, a condição é para a vida toda. “Por isso, é importante que o paciente adote um estilo de vida saudável e tenha adesão ao tratamento medicamentoso”, ressalta o médico.  

Coração e Diabetes 

Complicações cardiovasculares são a maior causa de morte em pacientes diabéticos no Brasil e no mundo, embora apenas 56% dos pacientes saibam que a doença pode trazer riscos cardíacos, segundo pesquisa realizada em 2017, pelo IBOPE. “As chances de consequências como infarto e derrame (AVC) são de duas a quatro vezes maiores na pessoa com diabetes”, explica Benchimol. “Isso porque a resistência à insulina, combinada a outros mecanismos, pode causar alterações nos vasos sanguíneos, aumentando a predisposição a essas complicações”, completa. Colesterol alto e hipertensão também são comorbidades frequentemente associadas à doença.

Prevenção

Embora o diabetes seja uma doença crônica, é possível viver com qualidade de vida e controlá-la com o tratamento correto. “Existem medicamentos muito modernos, que podem não só ajudar a equilibrar os índices glicêmicos, como também proteger a saúde cardíaca desse paciente. O mais importante é que a pessoa entenda a doença e a importância de seu controle, comenta o especialista.

Por isso, o acompanhamento médico regular e a adoção de hábitos de vida saudáveis são muito importantes. O tratamento medicamentoso, que deve ser escolhido de forma individualizada pelo endocrinologista, precisa estar acompanhado de uma dieta que ajude no controle da glicemia e da prática regular de exercícios físicos.

 

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