Emissão de poluentes por veículos compromete saúde respiratória

25 de janeiro de 2016

De acordo com o Detran de São Paulo, a atual frota da capital paulista é de mais de 7 milhões de veículos, quase um terço de todo o Estado. Tantos carros nas ruas podem desencadear problemas respiratórios na população, especialmente em crianças e idosos. Estudos mostram que exposições breves ou prolongadas a altas concentrações de poluentes estão associadas a efeitos negativos sobre a saúde.

O aumento da poluição do ar tem sido associado ao agravamento de distúrbios cardiovasculares e respiratórios e mortalidade em algumas populações. De acordo com a última pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a qualidade do ar, mais de 2 milhões de pessoas morrem em decorrência da inalação de partículas de poluição.

“Diariamente, a população das grandes cidades está exposta a partículas de ozônio, óxido nitroso, monóxido de carbono e dióxido de enxofre que ficam dispersos na atmosfera. Esses gases contribuem não só para a má condição do ar, como também para o aumento de casos de rinite alérgica, sinusite, rinossinusite e outras doenças respiratórias mais graves. Quando inaladas, essas partículas imperceptíveis podem se armazenar nos pulmões e causar problemas neste órgão e também no coração”, explica a médica otorrinolaringologista Maura Neves, do Hospital Universitário da USP.

Entre as queixas mais freqüentemente associadas ao aumento da concentração de poluentes na atmosfera estão a irritação da mucosa nasal (ardência) e ressecamento, formação de crostas e sangramento. Estas disfunções do nariz podem alterar consideravelmente a qualidade de vida das pessoas.

“O grande problema do ressecamento da camada mucosa nasal é a repercussão que gera sobre o movimento ciliar, tornando-o ineficaz, ou seja, a diminuição da fluidez do muco dificulta os batimentos ciliares, impedindo o correto funcionamento do mecanismo de defesa contra infecções virais”, comenta a médica.

Dicas de prevenção

Para diminuir o impacto da poluição nas vias aéreas, a médica recomenda a hidratação nasal diária e a ingestão de muita água. “A hidratação nasal auxilia no equilíbrio da mucosa nasal, tem a função de umidificar e limpar as vias aéreas superiores de impurezas, bactérias, alérgenos (qualquer substância que desencadeia um processo alérgico) e agentes irritantes, diminuindo a secreção e auxiliando na prevenção e no tratamento de doenças respiratórias. Além disso, melhora a circulação do ar nas vias aéreas, evitando seu ressecamento”, diz.

O hidrante nasal funciona como terapia auxiliar para rinossinusites, rinite alérgica e após a realização de cirurgias nasais, além de favorecer a ação de outros medicamentos.
Pesquisas reforçam a importância deste cuidado diário: estudos apontam redução de até 40% nos casos de gripe em pacientes que usaram lavagem nasal como forma de limpeza e hidratação durante o período analisado. Já pessoas que a utilizaram de maneira preventiva apresentaram diminuição no numero de infecções virais (resfriados e gripes) e de dias com sintomas nasais quando gripados.

Para quem sofre de rinossinusite crônica, a higienização nasal associada aos demais tratamentos, promoveu uma melhora clinica e na qualidade de vida em 64% dos pacientes, em comparação aos que não utilizaram a limpeza.

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