Lançamos campanha para incentivar contracepção consciente e diálogo aberto com o médico

27 de maio de 2017

Apresentadora de TV Chris Flores participa do evento

Acabamos de lançar, em parceria com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a campanha #VamosDecidirJuntos. Ela propõe uma pausa na correria do dia a dia para as mulheres e seus parceiros pensarem um pouco sobre a escolha do método anticoncepcional. Sem tabu, sem neura, mas com responsabilidade. Essa é uma decisão que deve ser compartilhada entre entre o casal e o ginecologista. Só assim a escolha será segura e adequada para o momento de vida que estão vivendo e para cada caso.

A campanha nasceu em uma plataforma digital – www.vamosdecidirjuntos.com.br – e conta com informações seguras e baseadas em orientações médicas, vídeos com especialistas, textos e artigos sobre o tema. Oferece ainda um espaço para que esclareçam dúvidas. Tudo isso para estimular que a mulher faça uma autorreflexão sobre sua vida sexual, seu momento de vida e sua saúde e leve seus questionamentos ao seu médico.

Para o lançamento com a imprensa convidamos a apresentadora de TV Chis Flores que conduziu o bate-papo entre os ginecologistas César Eduardo Fernandes, presidente da Febrasgo, e Ilza Maria Urbano Monteiro, professora da Universidade de Campinas (Unicamp).

 

Contracepção personalizada

O debate proposto pela Febrasgo passa também pela importância da contracepção individualizada. Isso porque, em um mundo cada vez mais conectado, é comum que a decisão da mulher seja influenciada por pesquisas na internet e, até mesmo, pela indicação de amigas. “O histórico da paciente é o que há de mais importante para o médico – e é com base nele que devemos fazer essa escolha. É preciso entender que não existe o melhor método contraceptivo e sim o mais apropriado para cada mulher”, reforça Fernandes.

O especialista diz que engajar a população no tema e incentivar o diálogo com o médico é a melhor forma de reduzir o número de gestações indesejadas no Brasil. “As últimas pesquisas sobre contracepção mostram que mais de 50% das brasileiras engravidam sem planejamento, o que é preocupante”, pontua. Segundo Ilza Monteiro, muitas dessas gestações inesperadas ocorrem quando a mulher resolve descontinuar o método anticoncepcional. “No entanto, se a paciente está bem com a forma de contracepção escolhida, não há motivo para interromper ou trocar de método”, indica.

Na prática, nota-se que quanto mais personalizada – e bem orientada – é a escolha da contracepção, maior é a chance de adesão da mulher ao tratamento. E é aí que entra o papel do médico. “Os ginecologistas devem ter o compromisso de informar e orientar a paciente, ajudando-a a tomar a decisão por meio de um bom aconselhamento” diz Ilza. “Para isso, é preciso avaliar quais são os seus problemas de saúde, em que fase de vida está e seus objetivos de planejamento familiar”, finaliza.

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Para conhecer a campanha, acesse aqui. 

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