Causas da atrofia vaginal

17 de novembro de 2021

O estrogênio exerce papel fundamental na fisiologia vaginal. É o responsável por manter o tecido vaginal saudável e uma flora rica em lactobacilos determinantes da manutenção do pH ácido vaginal, evitando, assim, infecções bacterianas.1-4

Mulheres com níveis adequados de estrogênio garantem uma boa quantidade de colágeno e fluxo sanguíneo adequado para o genital. Esses fatores contribuem para a preservação da rugosidade, espessura e coloração rosada da mucosa vaginal.1-4

causas da atrofia vaginal

A pós-menopausa, o pós-parto (puerpério) e o período de amamentação são marcados pela deficiência estrogênica. Em tais períodos, as mulheres podem apresentar sintomas como secura, queimação e prurido genital, bem como alteração do pH vaginal, desencadeados pela falta de estrogênio.1-5

Os baixos níveis estrogênicos diminuem a quantidade de fibras elásticas e de colágeno da vagina, assim como o fluxo sanguíneo local. O resultado dessas modificações são: uma mucosa vaginal mais fina, pálida, seca e até encurtada. A esse conjunto de sinais damos o nome de atrofia vaginal.1-4

Entretanto, não é só a falta de estrogênio natural dos ciclos da vida da mulher que leva ao quadro de atrofia vaginal. O uso de medicações para tratamento de endometriose, miomas, câncer de mama, quimioterapia e radioterapia, também podem contribuir para os sintomas atróficos. Tais sintomas também podem estar relacionados à retirada dos ovários (órgão responsável pela maior parte de produção estrogênica) e alguns tipos de cirurgia vaginal.2-4

O estilo de vida das mulheres, também são determinantes para manutenção de uma vagina saudável. Tabagismo, excesso de atividade física e/ou distúrbios alimentares, ausência de atividade sexual, alterações hormonais modulam o grau da atrofia genital.2,3

Hidratantes vaginais de longa duração à base de ácido hialurônico são opções práticas e funcionais. Aplicados a cada 3 dias, promovem hidratação e mantém o pH vaginal adequado, eliminando rapidamente os sintomas de queimação e prurido.6-8

Formulações com ácido hialurônico, antialérgicas, livres de parabenos, que não escorrem e respeitam os níveis de osmolaridade ditado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), trazem maior conforto e segurança no seu uso diário, bem como durante a relação sexual.7,8

Referências 

1. Portman DJ, Gass ML. Genitourinary syndrome of menopause: new terminology for vulvovaginal atrophy from the International Society for the Study of Women’s Sexual Health and the North American Menopause Society. Menopause. 2014;21(10):1063-8.

2. Bachmann GA, Nevadunsky NS. Diagnosis and treatment of atrophic vaginitis. Am Fam Physician. 2000;61(10):3090-6.

3. Gandhi J, Chen A, Dagur G, Suh Y, Smith N, Cali B, et al. Genitourinary syndrome of menopause: an overview of clinical manifestations, pathophysiology, etiology, evaluation, and management. Am J Obstet Gynecol. 2016;215(6):704-11.

4. The North American Menopause Society (NAMS). The 2020 genitourinary syndrome of menopause position statement of The North American Menopause Society. Menopause. 2020;27(9):976-992.

5. Gustavino C, Sala P, Cusini N, Gravina B, Ronzini C, Marcolin D, Vellone VG, Paudice M, Nappi R, Costantini S, Ferrero S, Barra F. Efficacy and safety of prolonged-release hyaluronic acid derivative vaginal application in the postpartum period: a prospective randomised clinical trial. Ann Med. 2021 Dec;53(1):1589-1597.

6. Edwards D, Panay N. Treating vulvovaginal atrophy/genitourinary syndrome of menopause: how important is vaginal lubricant and moisturizer composition? Climacteric. 2016;19(2):151-61.

7. Cunha AR, Machado RM, Palmeira-de-Oliveira A, Martinez-de-Oliveira J, das Neves J, Palmeira-de-Oliveira R. Characterization of commercially available vaginal lubricants: a safety perspective. Pharmaceutics. 2014;6(3):530-42.

8. Data on file. Avaliação da aceitabilidade, sob uso em condições reais de um hidratante vaginal indicado para mulheres com ressecamento vaginal. Campinas; 2018.

Novembro/2021

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