Enxaqueca: mais de 80% das pessoas que sofrem de dor de cabeça se automedicam

01 de junho de 2017

Os riscos da automedicação são o principal alerta da Sociedade Brasileira de Cefaleia. De acordo com a pesquisa que acaba de ser divulgada pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN), 81% dos entrevistados se automedicam para tratar dor de cabeça e 87% deles sofrem de enxaqueca.

O estudo mostrou ainda que cerca de metade das pessoas sofrem com doença de forma crônica, com ocorrência de dor por mais de 15 dias por mês e que elas são as que mais abusam do uso de analgésicos: mais de 70% disseram tomar três ou mais doses semanais do medicamento.

A diretora da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Dra. Célia Roesler, vice-coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, alerta que a enxaqueca tem tratamento e é possível viver sem dor.

“O diagnóstico é realizado em uma consulta médica especializada, para saber qual a frequência, intensidade e os sintomas da cefaleia, já que não há exame específico para detectar a doença. Após a consulta, inicia-se o tratamento à base de remédio prescrito pelo médico, que pode ser diário”.

Segundo a médica, com o tratamento preventivo, é possível reduzir a frequência do uso de medicações para as crises, diminuindo as chances de da dor se tornar crônica pelo abuso de analgésicos.