Seis hábitos que podem contribuir para a enxaqueca. Evite-os!

25 de dezembro de 2015

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem de enxaqueca e, dentre esses, 75% são mulheres. Muitas podem ser as causas da enxaqueca, desde problemas tensionais, normalmente associados ao estresse, até resultantes de tumores, aneurismas, medicamentos fortes e até ressaca. Por isso, quando a dor de cabeça não passa, o ideal é procurar um neurologista, o profissional indicado para fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.

Quem sofre com a dor insuportável sabe o quanto é difícil ficar simplesmente esperando que ela passe. Mas, além dos vários tratamentos para o problema, existem alguns hábitos que podemos evitar para evitar que a crise se instale.

Confira a lista abaixo e evite!

Abuso de analgésicos: quem abusa de analgésicos para se livrar da dor, ou seja, toma mais de um comprimido por semana corre o risco de alimentar a própria dor. O analgésico bloqueia todos os mecanismos de defesa natural para combate da dor de cabeça. O uso prolongado e indiscriminado desse tipo de medicamento faz com que o corpo fique dependente.

Em outras palavras, o organismo fica viciado a tal ponto que passa a “produzir” a dor para que o analgésico precise agir. Além disso, o analgésico também impede a produção de serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento, agravando a dor depois de certo tempo. Muitas pessoas costumam tomar o analgésico ao menor sinal de dor e, assim, se esquecem de tratar o problema. É preciso buscar tratamentos reais com medicação indicada pelo especialista.

Má alimentação: alguns alimentos devem ser evitados por quem sofre de enxaqueca, como, o aspartame (presente em alguns adoçantes), condimentados, leite e derivados, alimentos cítricos, chocolate e café. Esses alimentos contêm substâncias que interagem com a bioquímica cerebral do organismo, alterando a ação de determinadas enzimas e diminuindo a quantidade de serotonina, hormônio ligado à enxaqueca.

Além disso, pior do que o consumo desses alimentos, é ficar em jejum por tempo prolongado – mais de 4 horas sem comer – ou ter uma alimentação baseada em frituras e doces.

Sedentarismo: esse grande vilão afeta em muitos aspectos a qualidade de vida. Além de contribuir para o surgimento de obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, o sedentarismo é uma porta de entrada para a enxaqueca.

Uma pesquisa conduzida na Suécia demonstrou que pessoas que se envolvem em um programa de atividades aeróbicas apresentam queda significativa na frequência e intensidade das dores de cabeça crônicas e enxaqueca. O programa de treinamento aplicado na pesquisa consistia em treino de 40 minutos de bicicleta ergométrica praticada três vezes por semana.

A pessoa que sofre de enxaqueca já tem uma produção baixa de serotonina, e os exercícios físicos estimulam a produção desse hormônio. Se a pessoa não fizer nenhum tipo de atividade que compense essa baixa, vai ser difícil reverter o quadro.

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