Entenda a síndrome de Burnout

30 de junho de 2020

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio emocional que está se tornando cada vez mais conhecido pelos brasileiros. Descrevendo de forma simples, podemos defini-lo como um estado de esgotamento mental e físico, em decorrência intensa exposição ao stress no trabalho.

Embora sejam muito parecidos, principalmente quando analisamos os sintomas, stress e síndrome de burnout possuem algumas diferenças entre si. O stress não é uma patologia e sim uma reação fisiológica que pode acontecer com todos os indivíduos em algum momento da vida, e não necessariamente está relacionado ao lado profissional. Já a síndrome de burnout é uma doença, quase sempre derivada de altas doses de stress agudo ou crônico mal gerenciado. A gente explica melhor.

 

O que é burnout?

O nome “síndrome de burnout” vem da expressão inglesa “to burn out”, que significa “queimar por completo” ou “consumir-se”. Essa patologia foi descrita pela primeira vez pelo médico alemão Herbert J. Freudenberg nos anos 70, e hoje em dia o tema é amplamente estudado pela psicóloga Christina Maslach, que também é criadora do Maslach Burnout Inventory (MBI), uma das ferramentas mais utilizadas no diagnóstico da doença.

Síndrome de Burnout está diretamente ligada a circunstancias ocupacionais. A principal característica dessa doença é a forte tensão e exaustão física, mental e/ou emocional em decorrência de estresse excessivo ou prolongado causados por excesso de trabalho. Todas as profissões possuem riscos da doença, mas as profissões que estão diretamente ligadas ao envolvimento social intenso são as mais afetadas, como: profissionais de saúde, professores, recursos humanos, policiais e etc. O risco de esgotamento profissional é agravado entre as mulheres, que muitas vezes tem jornadas duplas de trabalho, decorrentes da pressão cultural sobre o seu papel e desempenho nas funções domésticas e familiares.

 

O que pode causar?

Vício em trabalho, jornadas longas, pressão por performance e resultados, alto nível de cobranças e expectativas, e até mesmo situações de conflitos com os colegas ou os lideres diretos podem contribuir para o desenvolvimento dessa síndrome.

 

Quais os sintomas?

– Cansaço constante (mental e físico);

–  Apatia e desanimo;

– Alto grau de irritação e falta de concentração;

– Baixa autoestima;

– Crises de ansiedade (principalmente antes de ir para o trabalho);

– Dificuldade de concentração

– Insônia;

– Sentimentos de derrota e falta de esperança no futuro;

– Problemas Gastrointestinais;

– Palpitação;

– Isolamento;

– Alta insatisfação com o trabalho;

 

Dá para prevenir?

O equilíbrio entre os vários aspectos da vida é essencial para prevenir a síndrome de burnout. Vida social, vida familiar, exercícios físicos, boa alimentação, 8 horas diárias de sono, lazer e até mesmo o lado espiritual merecem nossa atenção e são de extrema importância para a saúde física e mental.

 

Como tratar?

O tratamento da síndrome de burnout é feito principalmente com psicoterapia, mas em alguns casos também podem ser indicados medicamentos (ansiolíticos e/ou antidepressivos). O afastamento do trabalho pode ser aconselhado pelo médico, além de mudanças nos hábitos, estilo de vida e alimentação. A prática de exercícios físicos também pode ajudar muito no alivio do stress.

 

Referencias:

https://bit.ly/37hUOji

https://bit.ly/37gcn3l

https://bit.ly/2YjZAc8

https://bit.ly/2XRl00U

 

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